terça-feira, 30 de julho de 2024

 PASSEIO DE ESTUDO 2024 – Terceira Parte

Por volta das 3:00h saímos de Ílhavo em direção a Oliveira de Azeméis. Já em andamento e porque o tempo era suficiente, decidiu-se fazer um desvio até Aveiro para tomar café.

Os bonitos vitrais da capela-mor, do Santuário de Nossa Senhora de La Sallete
Retomada a direção, seguimos para o Parque de La Sallete para visitarmos o Santuário de Nossa Senhora de La Sallete e lancharmos. A visita estava marcada para as 16:30h. 
Chegámos. Já  tínhamos à nossa espera a pessoa que nos iria falar da história que circula à volta da capelinha antiga da Senhora de La Salette (o atual Santuário foi construído no início do século XX), que conta o seguinte: 

Ouvindo a história

"Nos anos de 1870 o país passou por uma grande seca e Oliveira de Azeméis não foi exceção. Então, a 5 de julho, resolveram fazer uma procissão com o Santo Cristo até ao monte do Castro (um monte inóspito), transformado depois no Parque de La Sallete, para pedir chuva. Ao chegarem ao local começou a chover abundantemente. 
Toda a gente acreditou ser um milagre e foi decidido construir aí uma capela dedicada a Nossa Senhora de La Salette. 
Iniciou-se então a construção da capela, que foi inaugurada em 1880. As pessoas começaram a crer no poder milagreiro da Santa e a deixar-lhe muitos presentes. O local era inóspito e isolado e era necessário arranjar alguém que tomasse conta da capela e a abrisse quando fosse preciso. Foi escolhido o “Tio Martinho”, um homem bom e honesto. Tio Martinho começou a andar muito preocupado com os roubos que aconteciam e nunca se descobriam os culpados.
Um dia roubaram um anel muito valioso do dedo mindinho da mão direita da Santa com o próprio dedo. Foi então pedido ao tio Martinho que, após as festas, quando muitas coisas valiosas havia na capela, ficasse de noite de guarda. ETio Martinho obedeceu: pegou numa espingarda caçadeira emprestada e, tomando os devidos cuidados, preparou-se para passar a noite de guarda na capela, depois de ter escolhido um esconderijo de onde pudesse ver, sem ser visto. Acomodado, adormeceu. Pouco depois acordou com um barulho na capela. Pegou na arma e espreitou. Viu um vulto junto ao altar. Meteu a arma à cara e disparou. Apesar da pequena distância o vulto continuou em pé. 
Tio Martinho, de arma apontada, aproximou-se e manteve o invasor quieto, sob sua vigilância, até o dia clarear. Fechou-o então na sacristia e foi tocar a sineta, ao mesmo tempo que gritava: “ladrões” “ladrões”. O povo acorreu com rapidez, em grande número, e o gatuno foi preso. Levaram-no para a cadeia. Examinados os ferimentos: alguns chumbos à flor da pele e o dedo mínimo da mão direita decepado. Interrogado, confessou que algum tempo antes tinha roubado o anel e partido o dedo mínimo da mão direita de Nossa Senhora da La Salette”.
O Tio Martinho voltou à capela. Junto ao altar encontrou o dedo, ainda ensanguentado. Ainda se encontra num frasco com álcool, no atual Santuário."
IAESM
10/07/2024

sexta-feira, 26 de julho de 2024

PASSEIO ANUAL 2024 – Segunda Parte

 

De Válega partimos para Ílhavo, para a fábrica da Vista Alegre. Tínhamos marcada uma visita guiada ao museu e à capela de Nossa Senhora de França para as 11:30h.
O grupo foi dividido em dois. Um começou pelo museu e o outro pela capela de Nossa Senhora da Penha de França, dos finais do séc. XVII, mandada construir por D. Manuel Moura Manuel, bispo de Miranda e reitor da Universidade de Coimbra, na sua quinta de recreio. 
Em 1811 foi obtida em hasta-pública por José Ferreira Pinto Basto, o fundador da Vista Alegre (a primeira fábrica de porcelana fundada em Portugal), nascido no Porto, a 16 de Setembro de 1774, numa família de grandes magnatas do comércio e da indústria.
Composta por duas torres, na sua fachada frontal tem um nicho com uma imagem em pedra de Nossa Senhora da Penha de França, padroeira da Vista Alegre; tem três altares ornamentados com bonita talha dourada, sendo o altar-mor dedicado ao presépio; interiormente é revestida a painéis de azulejos setecentistas até à altura do coro alto, onde remata com um friso em pedra e, daí para cima, é parede branca; o teto, abobadado é ornamentado por bonitos frescos; num vão de uma das paredes da capela-mor fica o belíssimo túmulo do fundador (o bispo D. Manuel Abreu Manuel), mandado construir por ele m vida. É uma capela muito bonita e rica e é monumento nacional.
José Ferreira Pinto Basto - fundador da vista Alegre - e os seus operários
                                      
Entrámos então no museu e fomos saudados por um dos dois fornos antigos que ocupam as duas primeiras salas. Dos primitivos não há vestígios. Estes são já do início do séc. XX.

A fábrica da Vista Alegre foi fundada em 1824 por um homem que foi um potentado na economia dos país e também na economia mundial. Foi um homem à frente do seu tempo e um grande humanista: a fundação da fábrica acompanhou a construção do bairro para alojar os seus operários; fundou uma creche na fábrica para as mães deixarem os filhos durante o trabalho; nos intervá-los podiam ir buscá-los para estarem com elas; fundou uma companhia de bombeiros na própria fábrica; fomentou o desporto e o estudo entre os seus operários. Preocuva-se com o bem-estar físico epsíquico dos eus operários e das suas famílias.

Biscuit - peça de porcelana não vidrada

A creche para as operárias deixarem os filhos enquanto trabalhavam
Era, sem dúvida, um grande humanista e muito à frente do seu tempo. E era um homem muito religioso: do seu quarto tinha uma varanda aberta para a capela-mor da Capela de Nossa Senhora da Penha de França, de onde fazia as suas orações diárias.
O museu da Vista Alegre é um mundo de arte em porcelana, sob várias técnicas de fabrico e em vários estilos, que nos mostram a sua evolução em paralelo com o que ia acontecendo na Europa. É um mundo de peças de arte que nos fazem caminhar em paralelo com os estilos e as estéticas mais modernas europeias, especialmente em França.
Terminada a visita ao museu, fomos almoçar na cantina da fábrica.
Não foi um almoço cinco estrelas, mas não nos deu razão de queixa. A feijoada de potas estava saborosa e a salada de fruta (o que comi) também. E foi muito económico, o que permitiu que o passeio se tornasse bastante acessível a todos.
IAESM
10/07/2024

sexta-feira, 19 de julho de 2024



 
PASSEIO ANUAL 2024 – Primeira Parte

Dia 10 de julho, 7:30h da manhã, chovia em Barcelos. Mas nada que assustasse ou impedisse que 56 associados do IAESM (Instituto Autodidacta de Estudos Superiores do Minho) partissem de autocarro com destino ao Museu da Vista Alegre, com uma paragem em Válega, onde tínhamos marcada uma visita guiada à Igreja Matriz, às 9:30h.
Chegámos um pouco antes das 9:00h. Não havia chuva em Válega. Saímos do autocarro e dirigimo-nos a um pequeno café ali ao lado, para tomarmos o pequeno-almoço (os que não o tinham feito). Depois seguimos para o adro da igreja, do outro lado da rua, onde já nos esperavam dois elementos do turismo de Ovar, anteriormente contactado, que gentilmente acedeu em vir falar-nos um pouco da história do azulejo (Ovar é considerado o museu vivo do azulejo) e, muito especificamente, daquela joia de azulejaria policromada que é a Igreja de Nossa Senhora de Válega.
Duas jovens, atenciosas e simpáticas estavam à nossa espera e puseram o seu conhecimento ao nosso serviço. Dividiram o grupo em dois, cada uma tomou sua metade e começou a falar um pouco da história do azulejo, dos diversos tipos de azulejos, do tempo de cozedura a que são submetidos conforme sejam pintados antes ou depois da vidragem, nomes importantes da azulejaria, e muito mais. Depois falou-nos então da igreja, que iniciou a sua construção em 1746. Todavia só em meados do séc. XIX ficou acabada. Mas não era nada que se aproximasse ao que é agora. Os melhoramentos que a foram transformando no que é hoje começaram no início do séc. XX com a melhoria do teto, oferta de dois irmãos emigrantes no Brasil e teem continuado até aos nossos dias. E todos se devem, especialmente, a beneméritos valeguenses:

 

Em 1959 colocaram-se os vitrais nas janelas e fez-se o revestimento das paredes interiores e da fachada, em painéis de azulejos policromados, com cenas da vida de Jesus e da vida de Nossa Senhora, da fábrica Aleluia, oferta do valeguense António Maria Augusto Silva, empresário na cidade do Porto; a sua irmã, Dª. Rita Augusta da Silva, ofereceu o altar do Senhor dos Passos; as paredes laterais (exteriores) também revestidas a azulejo em 1970, são oferta de Jorge Reis, outro valeguense, e foram desenhados por um arquiteto valeguense; já no séc. XXI foi feita a reconstrução do coro alto e outros melhoramentos…
Tem andado continuamente em melhoramentos mercê da generosidade dos próprios valenguenses.

É uma igreja de uma só nave, com um belíssimo Batistério e com belíssimos altares, um dos quais, dedicado a Nossa Senhora de Fátima, outro ao Senhor dos Passos. Tem outros, mas não os guardei na minha memória. Todo o revestimento interior, em painéis de azulejos policromados, é dedicado â Virgem Maria e reproduz a Ave Maria e a Santa Maria.
                                                                                                                                                          IAESM
10/07/2024

segunda-feira, 8 de julho de 2024

 OS GRUPOS CULTURAIS DO IAESM 

NA ROTA DA SOLIDARIEDADE AO LONGO DO 

ANO LETIVO 2023/24

O Grupo Cordofones/Tuna do IAESM
continuou a sua digressão pela rota da solidariedade durante o mês de julho:
Dia 25/07/24 correspondeu à solicitação de Arcozelo; dia 26/07/24, a pedido do Lar da Misericordia, foi animar o Dia dos Avós, festejado no Lar  
IAESM, 08/07/2024

terça-feira, 2 de julho de 2024

 NA ROTA DA SOLIDARIEDADE

OS CORDOFONES/TUNA e AS DANÇAS E CANTARES na FESTA DOS SANTOS POPULARES do GOI

A convite da Casa do Povo de Alvito, o IAESM, no dia 28 de junho, foi atuar com os seus grupos Cordofones/Tuna e Danças e Cantares (que ensaiou uma marcha para o evento), na festa dos Santos Populares, para cerca de 350 pessoas (Séniores e outros) de 20 instituições do concelho de Barcelos, no pavilhão de Adães.
A Festa foi de inspiração GOI (Grupo Operativo da Pessoa Idosa), organizada por uma “equipa organizadora composta pelas instituições Centro Social de Remelhe, Casa do Povo de Alvito, Associação Carapeços Solidário e Centro Social e Paroquial de Fragoso. Do programa consta o desfile dos arcos das instituições, atuação do Grupo Musical IAESM- Instituto Autodidata de Estudos Superiores do Minho e Lanche”, assim fala o programado do evento.
Alguns Arcos das Instituições que animaram a festa

Foi a última saída fora de portas deste ano letivo 2023/24; mas fechou com  chave de ouro. Os elementos dos grupos regressaram eufóricos. Muito felizes. Tudo correu bem e o lanche foi a contento. A alguns fê-los entrar na máquina do tempo e retroceder ao espaço rústico da infância, quando as mães, antes da fornada semanal, metiam o bolo ou a bola (como se dizia na minha terra) com carne ou com sardinhas pequenas, que fazia as delícias de pequenos e graúdos.
O nosso acordeonista
O ano foi pródigo nesse tipo de ações solidárias. Foram muitas as solicitações que nos foram dirigidas. O mais solicitado foi o grupo dos cordofones/tuna. Mas também o de teatro e o de danças e cantares foram várias vezes solicitados para atuarem em instituições ao longo do ano letivo. O que muito nos orgulha e nos enche o coração de alegria. É esse o ADN do IAESM
IAESM
02/07/24

quarta-feira, 12 de junho de 2024

 FESTA DE ANIVERSÁRIOS - ABRIL E MAIO


Tic Tac... Tic Tac... Tic Tac...
segundo atrás de segundo
a vida segue o seu rumo.
Ao som do tic tac
somam-se os segundos, os minutos, 
as horas, os dias, os meses e os anos.
E,  assim, pelo trilho da vida,
vamos caminhando ano após ano.
Os nossos aniversariantes de abril e maio, venceram mais um ano na caminhada das suas vidas, festejado por todos nós, com gratidão, muita alegria, muita amizade e muita festa. Houve música, poesia, fado e muito mais; houve bolo de aniversário e uma mesa recheada de bons petiscos. 
Houve anedotas e riso, muito riso: a terapia mais económica e a que tem melhor efeito na nossa saúde e no nosso bem-estar.
IAESM. 11/06/24









 A OBESIDADE

CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS


Na última aula de Saúde deste ano letivo a nossa professora, a Dr.ª Laura, alertou-nos para as graves consequências da obesidade.
Antigamente não se cuidava a obesidade como uma doença. E até se dizia: “gordura é formosura”. A pessoa gordinha, rechonchuda, bem rosadinha é que era bonita. Especialmente sendo mulher. Assim como os bebés: “ai que bebé bonito... tão gordinho...
E agora sabe-se que a gordura não é saudável. Não é bom que os bebés sejam gordos. 
Um bebé gordinho será um adulto gordo. 
A obesidade é uma doença com consequências graves para a saúde pessoal e para a saúde económica do país. É a base de muitas outras doenças, causadoras de muito sofrimento, muita despesa e muito tempo perdido a correr para os médicos. Doenças osteoarticulares, cardiovasculares, hipertensão, apneia do sono, litíase biliar, depressão, algumas formas de cancro, diabetes, arteriosclerose…, são, quase sempre, resultantes da obesidade.
Genericamente falando a obesidade é devida à ingestão de mais calorias do que as que consumimos. As sobrantes vão-se acumulando e criando a massa adiposa do nosso corpo que, se nada for feito, vai sendo mais… e mais… e mais. 
Nos homens centra-se sobretudo no abdómen; nas mulheres estende-se pelo corpo todo. 
A medida da cintura é uma medida importante e a ter em conta: a gordura mais grave é a visceral. Para o homem a medida ideal da cintura são 94cm; para a mulher 80cm.
Imagem da Internet
Há fatores variados (metabólicos, genéticos, comportamentais, psicológicos, culturais…) que condicionam a obesidade e o comportamento alimentar, que nem sempre são fáceis de controlar.  E, para muitas famílias, o preço dos alimentos é o primeiro condicionante. Especialmente o preço do peixe, da carne, dos legumes, das hortaliças, dos frutos. Um prato de arroz, ou de massa, ou de batatas enche a barriga e fica bem mais económico. Outras pessoas têm um metabolismo tão pouco exigente que engordam com bem pouco; outras ainda, ansiosas, comem, comem, sem sequer se aperceberem da quantidade alimentos que ingerem. Há famílias gordinhas (todos os elementos são gordinhos); possivelmente haverá   uma razão genética, ou então cultural e comportamental de terem simplesmente o hábito enraizado de usarem refeições mais calóricas, ou porque  cozinhadas de determinado modo (por cultura ou hábito), que as torna mais calóricas, ou pelos próprios alimentos que escolhem.  Os hábitos são difíceis de abandonar.
“Somos o que comemos” é uma frase feita, um chavão, mas encerra muita verdadeira. O que comemos condiciona, e muito, o nosso bem-estar e a nossa saúde. 
Há que aprender, ou reaprender a escolher os nossos alimentos do dia-a-dia, a forma como os cozinhamos e o modo como comemos, para termos melhor saúde e sermos mais felizes.

Imagem da Internet

 Regras de uma boa alimentação:

- Não permaneça muito tempo sem comer;
- Não encha demasiado o estômago;
- Varie o mais possível a sua alimentação;
- Coma de forma pausada, em bocados pequenos;
- Aumente os produtos hortícolas e as frutas nas suas refeições;
- Inclua leguminosas (grão-de-bico, ervilhas, feijões, lentilhas, favas) e legumes de cor vermelha e roxa nas suas refeições; 
- Consuma cereais integrais;
- Tome sempre o pequeno-almoço;
- A sopa de legumes, comida no início das refeições, não pode ser dispensada. É essencial.
- Evite alimentos com gordura saturada: fritos e enchidos;
Limite o consumo do açúcar, sal, bebidas alcoólicas, café e chá;
- Não use alimentos pré confecionados;
- Coma devagar e mastigue bem os alimentos;
- Faça exercício físico – caminhadas, por exemplo.

Se assim proceder, o seu corpo agradecerá, certamente. 
Sentir-se-á mais leve, mais vivo, mais feliz.
IAESM,11/06/24

quarta-feira, 5 de junho de 2024

 VISITA DE ESTUDO

A IGREJA MATRIZ E O MUSEU DE ETNOGRAFIA E HISTÓRIA DA PÓVOA DO VARZIM

O dia 24 de maio nasceu alegre e cheio de luz e encheu de alegria os 55 associados do IAESM, que se tinham inscrito na visita de estudo à Igreja Matriz e ao Museu de Etnografia e História da bonita cidade da Póvoa do Varzim.
A partida está marcada no sítio do costume (junto ao templo do Senhor da Cruz) às 13:30h, para iniciarmos a visita guiada à Igreja Matriz ou de nossa Senhora da Conceição da Póvoa do Varzim às 14:30h. Logo que todos os/as inscritos/as tomam os seus lugares o autocarro segue viagem, sem pressa, para a cidade ribeirinha da Póvoa do Varzim, e deixa o grupo a alguma distância do objetivo. Mas uma pequena caminhada para desentorpecer as pernas após uma viagem de autocarro (embora curta) só faz bem. Em breve chegámos ao destino. 
A guia, simpática e sabedora, apresentou-se e começou por contar a história do monumento.


A igreja Matriz ou de Nossa Senhora da Conceição da Póvoa do Varzim foi construída tempo de D. João V com uma parte do imposto municipal e uma parte dos rendimentos dos poveiros, que eram uma promissora comunidade piscatória.
A primeira pedra foi lançada em 18 de fevereiro de 1743 e a obra foi orientada pelo arquiteto bracarense, Manuel Fernandes da Silva, que morreu em 1753, sendo depois um grupo de mestres-de-obras a tomar conta dela. Foi inaugurada a 6 de janeiro de 1757. 
É uma igreja de uma só nave reforçada por três arcos robustos, tem nove altares barrocos em talha dourada e bonitos retábulos com belas imagens. Sobre a porta tem o brasão régio.

A porta de bronze, decorada com altos e baixos-relevos representativos de temas religiosos e outros relacionados com o mar, foi inaugurada a 6 de janeiro de 2008, aquando da celebração dos 250 anos da inauguração da igreja.
Só por curiosidade registo algo interessante que não é muito usual ver-se: 
Terminada a visita à igreja, à saída, fomos travados por uma grande procissão de crianças (a que não faltava o andor) a entrar. Havia filas de bancos marcados para elas. Ia realizar-se qualquer cerimónia que lhes dizia especialmente respeito.
Finalmente no exterior, seguimos para o museu, ali pertinho, no Solar dos Carneiros desde 1974, mas fundado em 1937 por António dos Santos Graça, um poveiro de origem pesqueira.
Foto tirada da Internet
O grupo foi dividido em dois e, cada um com seu guia, começou a visita por sítios opostos. 
Um iniciou-a pela sala das camisolas poveiras, que têm, a meu ver, uma história de amor, esperança, paciência e partilha: 
No início do séc. XIX, enquanto os pescadores iam para o mar, meses e meses (especialmente se iam para a pesca do bacalhau), as mulheres tricotavam-nas. Eram bordadas por eles quando estavam em terra. Depois, mais tarde, passaram a ser bordadas pelas mulheres. 
Houve um tempo em que tiveram grande expansão e fizeram moda. Foram exportadas para vários países. Atualmente a sua venda está restrita aos sítios de artigos regionais.

Foto tirada da Internet

O Museu Etnográfico e de História da Póvoa do Varzim é amplo, composto de várias salas e tem um acervo vasto e variado, que vai desde faiança dos séculos XVI ao XIX, mobiliário, vestuário ligado ao mar, utensílios marítimos, coleções de arqueologia, arte sacra, siglas poveiras, trajes poveiros, crendices, etc. Vale a pena visitá-lo. Não nos deixa defraudados.


As pernas pedem descanso e o estômago alimento: clama pelo lanche. Há que procurar um sítio para satisfazer as pernas e o estômago. Encontrado este, cada qual procura satisfazer essas necessidades básicas. 
E assim termina esta bela estada cultural na bonita cidade ribeirinha da Póvoa do Varzim.
Tudo correu bem. O coração está cheio.  Resta regressar ao belo torrão minhoto, à bonita cidade do galo. Cada um regressa mais rico e mais feliz.
IAESM, 04/06/2024



terça-feira, 21 de maio de 2024

 NA ROTA DA SOLIDARIEDADE

O Grupo dos Cordofones-Tuna  na Festa da Família  

Centro Social Comendadora Maria Eva Nunes Corrêa Misericórdia de Barcelos

No dia 15/05/24 o Lar de Silveiros decidiu realizar a festa da família para os seus utentes e familiares e convidou o grupo de cordofones-tuna do IAESM para atuar nessa festa e levar-lhe o realce da música e do canto, que sempre transmitem alegria, beleza e arte a qualquer evento.
O nosso grupo, como sempre, solidário, correspondeu ao convite com alegria.
No dia marcado, pelas 15:00h chegou à sede do IAESM uma carrinha da Santa Casa da Misericórdia para transportá-lo ao lar de Silveiros, ou Centro Social Comendadora Maria Eva Nunes Corrêa, da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, onde tocaram, cantaram e encantaram.
Na plateia estavam os utentes e alguns familiares, o senhor provedor e a senhora vice provedora da Misericórdia de Barcelos, que aplaudiram com entusiasmo a sua atuação.
Por fim, o convívio em volta da mesa do gostoso e quentinho lanche (as pataniscas feitas na hora), fechou a sua participação.  E o grupo regressou feliz. Cada um com os coração cheio de alegria e gratidão por ter contribuído para uma tarde mais feliz daquele grupo de utentes retido entre as quatro paredes de um Lar.
                                                                                                                                        IAESM, 21/05/24



segunda-feira, 20 de maio de 2024

 CONVERSAS ÀS  QUARTAS … NAS  2ªS

Monumento ao Marquês de Pombal

Imagem da Internet 

Após uma extensa caminhada pela personalidade do homem e da sua obra (uma e outra absolutamente marcantes na vida nacional) chegamos ao monumento que lhe foi erigido na cidade de Lisboa e inaugurado em 13/05/1934, cuja 1ª iniciativa aconteceu no reinado de D. Luís II, que fez o lançamento da primeira pedra; em 1906 pensou-se de novo no arranque da obra e foi, pela segunda vez, lançada a 1ª pedra, mas não passou disso. Finalmente em 1914 foi aberto um concurso público para realização do monumento. Apareceram catorze projetos concorrentes. O vencedor foi o de uma equipa de dois arquitetos e um escultor: Adães Bermudas, António Couto e o escultor Francisco Santos, que morreu quatro anos antes da inauguração. Os autores da obra são os escultores Francisco Santos, Simões de Almeida (sob.), e Leopoldo de Almeida. O monumento é constituído por um enorme pedestal de 40 metros de altura, em pedra trabalhada, onde figuram, na parte inferior, imagens alegóricas às realizações do marquês enquanto estadista; na parte superior quatro medalhões representam os seus colaboradores mais chegados; e, sobre o pedestal, assenta a estátua em bronze, do marquês em corpo inteiro com a mão sobre o leão amansado .

Sebastião José de Carvalho e Melo, marquês de Pombal e conde de Oeiras (títulos que recebeu mais tarde) era filho de Manuel de Carvalho e Ataíde e de D. Teresa Luísa Mendonça, fidalgos de província pouco endinheirados. Nasceu em Lisboa a 13 de maio de 1699 e foi batizado numa capela da família. O padrinho foi o seu avô paterno, senhor do mesmo nome. 

Foi um jovem homem turbulento, inquieto, que estudou Direito em Coimbra, serviu no exército, mas avesso à disciplina militar, por pouco tempo.   Aos 23 anos casou com D. Teresa de Noronha e Borbom Mendonça, de 35 anos, viúva, sem filhos, com grande nome e poder na aristocracia. Mas a família da mulher nunca aceitou o casamento e fez-lhes a vida negra em Lisboa. Foram viver para as suas terras de Pombal. Em 1739, D. João V enviou-o para Londres com ministro plenipotenciário (embaixador) onde teve o ensejo de demonstrar a sua enorme capacidade de trabalho e a sua inteligência, prestando meritórios serviços ao reino. Entretanto faleceu-lhe a mulher em Lisboa, com apenas 51 anos, deixando-lhe toda a sua enorme fortuna. Foi depois colocado em Viena como embaixador e encontrou aí a mulher com quem casou pela segunda vez, a 18 de Dezembro de 1745. Desse casamento teve sete filhos. 

Como ministro todo-poderoso de D. José I, Sebastião José de Carvalho e Melo foi uma personalidade controversa, prepotente, vingativa, intolerante e implacável com os seus inimigos e nas suas determinações, mas um estadista de ampla visão reformista e económica com uma grande intuição de futuro e de progresso. Reformou a agricultura, a indústria, o ensino, as pescas e foi o grande pilar da reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1 de novembro de 1755. A ele se atribui a célebre frase em resposta à pergunta de D. José: “E agora?” “Tratam-se os vivos e enterram-se os mortos”.

Por morte de D. José I todo o seu poder terminou. A rainha D. Maria I desterrou-o para Pombal.                                                                                                         IAESM - 20/05/24



segunda-feira, 29 de abril de 2024

 NA ROTA DA SOLIDARIEDADE

O Grupo de Teatro do IAESM na Festa do 80º Aniversário da Casa do Povo de  Alvito S. Pedro

A convite da Casa do Povo de Alvito o nosso Grupo de Teatro foi representar a peça "Casamento por Encomenda" na festa dos 80 anos dessa instituição.
Por volta das 15h chegou uma carrinha da instituição para transportar todos os intervenientes do grupo, bem como os adereços. 
A atuação, dedicada aos utentes, mas também aberta à população que quisesse assistir (houve alguns associados do IAESM que levaram amigos e familiares e foram assistir de novo), teve inicio por volta das 16h. Como habitualmente as gargalhadas não se fizeram esperar. Aconteceram francas, espontâneas, alegres, divertidas. 
Foi mais uma tarde de Amor e entrega, dando de si, a quem sofre, o que cada um tem de melhor no seu coração, proporcionando-lhes alguns momentos divertidos que,  talvez, os ajudem a amenizar um pouco as suas dores, o seu sofrimento, a sua solidão.
O convívio em volta da mesa recheada de petiscos saborosos, pôs termo a mais uma tarde de solidariedade e bem fazer.

IAESM, 29/04/24

quarta-feira, 17 de abril de 2024


NA ROTA DA SOLIDARIEDADE

O GRUPO DE CORDOFONES/TUNA 
NO 80º ANIVERSÁRIO DA CASA DO POVO DE ALVITO S. PEDRO 

Mais uma vez o Grupo dos Cordofones/Tuna foi solicitado para participar na festa dos 80 anos da Casa do Povo de Alvito S. Pedro. 
Com alegria e espírito solidário o fez. É esse o ADN que o rege: a alegria de proporcionar alegria a outros seres humanos, que a idade, a doença ou outras circunstâncias da vida não lhes permite terem uma vida ativa e, muitas vezes, independente, e já se acolheram entre as paredes de um Lar. 
Foi no dia 15, de tarde. Foi mais uma, das muitas tardes em que,  com a sua música e os seus cantares, fizeram as horas mais curtas e as tardes mais alegres, quebrando a solidão de muitos idosos e doentes.
IAESM, 17/04/24

 

segunda-feira, 15 de abril de 2024


VISITA DE ESTUDO - IGREJA DE SANTA CLARA - PORTO

O dia 15 de abril acordou a sorrir e espalhou sorrisos no rosto das pessoas, particularmente nos dos 53 associados do IAESM (Instituto Autodidacta de Estudos Superiores do Minho), com visita de estudo marcada para as 15:30h, na Igreja de Santa Clara no Porto, com saída para as 13:30h de junto do Templo do Senhor Cruz. E passear num dia primavera alegre, soalheiro, é bem mais agradável do que fazê-lo num dia choroso e triste.
Mas se a visita era às 15:30h, por que sair à 13:30h?  
Porque é preciso prevenir as dificuldades que a circulação na cidade do Porto, numa sexta-feira, acarreta, dada a avalanche de turistas que a invade atualmente, particularmente ao fim de semana.
A viagem decorreu com normalidade e, chegados ao Porto, o autocarro deixou o grupo junto do teatro S. João. Daí para para a frente foi-se a pé. 
Ao chegar junto à igreja, o grupo deparou-se com uma porta estreita, estilo barroco, ladeada de colunas Coríntias, que não denunciava o tesouro que continha no interior; e um certo desânimo surgiu: "o quê? é isto o grande monumento?" Depois… foi o deslumbre! Aquela pequenina porta escondia um magnífico tesouro. Estavam no interior de um tesouro espetacular de talha dourada e imagens de santos. Não há paredes nuas. O próprio coro alto está repleto de quadros representando imagens sagradas.

A Igreja de Santa Clara fazia parte do convento com o mesmo nome, mandado construir a pedido das Missionárias Franciscana ou Irmãs Clarissas, que viviam num convento do século XIII, na região de Marco de Canaveses, no entroncamento do rio Tâmega com o Douro. Terminadas as obras de construção, em 1475, foram transferidas para o novo edifício, que foi recebendo irmãs de outros conventos mais pequenos que iam ficando desocupados. Com a extinção das ordens religiosas em Portugal e com a morte da última irmã nos finais do século XIX, o conjunto ficou pertença do Estado que, posteriormente, fez algumas obras de adaptação e instalou no mosteiro algumas instituições, nomeadamente o Centro de Saúde. A igreja entrou em restauro em 2016 e terminou em 2021, e está aberta ao culto e a visitas guiadas ao público.
A porta de entrada fica aqui, do lado direito, entre as colunas coríntias 

IAESM, 15/04/24