terça-feira, 31 de outubro de 2023

      NO TRILHO DA SOLIDARIEDADE     

O GRUPO DE CORDOFONES/TUNA EM AÇÃO


 Convidados pela Comissão de Festa de Vila Frescaínha de S. Pedro, o grupo de Cordofones/Tuna do IAESM participou, no sábado passado, dia 28 de outubro, no Sarau Musical organizado pela dita Comissão, com o intuito de angariação de fundos para festa DO PADROEIRO  do próximo ano de 2024. 
No referido Sarau participou ainda a Tuna da Barcelos Sénior.  

A intempérie que assolou a cidade de Barcelos todo o dia fez com que poucos se tivessem aventurado a sair de suas casas. Mesmo assim, na presença de mais de uma centena de pessoas, os dois grupos e respetivos corais apresentaram variadas canções do cancioneiro português.
A Tuna da Barcelos Sénior abriu o espetáculo e desenvolveu a sua atuação com brilho e galhardia, terminando com o seu hino, composto e musicado pelos alunos.
Após um pequeníssimo intervalo atuou do Grupo de Cordofones/Tuna do IAESM que, abrindo com o seu hino, continuou  com variadas canções populares que compõem o seu reportório. E, a pedido da assistência, que solicitava mais uma sempre que se anunciava o final,  manteve-se em palco cerca de uma hora, para alegria dos presentes, que acompanharam a sua atuação cantado e com batimento de palmas. Rematou, por fim, a sua atuação, com uma adaptação (letra) do icónico hino a Barcelos: “O Galo de Barcelos”, tão celebrado pela  icónica BANDA PLÁSTICA DE BARCELOS.
A Comissão de Festas agraciou cada grupo com uma lembrança e agradeceu a disponibilidade de ambos pelas suas atuações solidárias e gratuitas.
Mais uma bonita noite de convívio, que realça a generosidade e a alegria dos nossos associados (neste caso, o nosso Grupo de Cordofones/Tuna) sempre que são chamados a colaborar com as instituições ou organismos que o solicitem para fins solidários. 
Por último o nosso Presidente  em exercício, Adolfo Batista Miranda, manifestou a disponibilidade do IAESM, para colaborar com a Freguesia sempre que considerem útil e necessário, como, aliás, tem sido nosso apanágio sempre que é solicitada a nossa colaboração.
                                                                                 IAESM - 30/10/23




segunda-feira, 23 de outubro de 2023

 VISITA DE ESTUDO – 20/10/23

MUSEU DE ARTES DECORATIVAS DE VIANA DO CASTELO

                   

O dia 19  de Outubro foi tempestuoso por todo o país. E, no dia 20, Viana do Castelo estava sinalizada com aviso laranja. Mas a visita estava marcada para as 15:horas…
Adia-se? Não, foi a decisão. Ainda bem. Foi a decisão acertada.
Saímos de um Barcelos mais ou menos choroso e entramos numa Viana que nos acolheu sorridente, luminosa e afetiva: abriu-nos as portas do seu Museu de Artes Decorativas, no Largo de S. Domingos, instalado desde 1923 num palacete barroco do século XVIII (1724), também conhecido por Casa dos Barbosa Maciel (compraram-no e habitaram-no durante muitos anos. Em 1920 foi comprado pela Câmara Municipal para instalar o Museu). Orientados por guias simpáticos e competentes fizemos uma visita guiada ao seu rico e variado espólio, doado por estudiosos e colecionadores generosos, sobretudo o Dr. Luís Augusto Oliveira, natural de Vila Verde, médico militar colocado em Viana do Castelo, onde exerceu a sua profissão, constituiu família e se dedicou ao colecionismo, tendo sido um grande estudioso  e colecionador de arte.
O grupo foi dividido em dois. Cada um, orientado pelo seu guia, deu inicio à visita por sítios opostos e foi deambulando pelos diversos aposentos, regalando os olhos e as almas com a variedade de objetos expostos e suas histórias. Nomeadamente coleções de faianças diversas, principalmente de fábricas do centro-norte do país: Viana do Castelo (tem a melhor coleção de faiança da fábrica de Viana (1774-1855), Coimbra, Porto e Vila Nova de Gaia, mobiliário indo-português dos séculos XVII e XVIII, mobiliário de D. João V e de D. José, arte sacra, pinturas e desenhos de artistas portugueses dos séculos XVIII e XIX, e também de artistas franceses pintura sobre madeira, azulejos (tem três salas com magníficos alizares em azulejos azuis, que retratam diferentes temas; uma das quais é assinada pelo mestre Policarpo de Oliveira).   
Também a pequena capela do palacete do século XVIII é toda revestida a azulejos. Mas é principalmente o seu magnífico retábulo em talha não dourada que nos prende a atenção.
Uma das salas com alizares de azulejos
A pequena capela do palacete do séc. XVIII
A ala nova com uma exposição temporária relacionada com a estucaria.
Ao edifício inicial foi acrescentada uma ala nova em 1990, projeto do arquiteto Luís Teles, que lhe adicionou um auditório, uma sala para exposições temporárias, gabinetes de trabalho e outros. Tivemos a oportunidade de observar aí uma exposição de amostras e moldes de estucaria e ferramentas usadas na arte do estuque, que teve grandes mestres na região de Viana, especialmente  pela área em volta de Afife.
Alimentado o espírito é tempo de dar alimento ao corpo. Alguns procuraram o Natário para se deliciarem com a afamada "bola de Berlim"; outros espalharam-se por outros locais, mas tendo todos a mesma finalidade: dar atenção ao estômago que pedia aconchego. O regresso deu-se por volta das dezoito horas,  e regressamos de alma cheia. 
Foi mais uma bonita tarde de convívio, alegria, amizade e cultura da nossa família IAESM.

* - Algumas das fotografias pertencem à coleção do Museu. 
IAESM - 23/10/23



ASSOCIAÇÃO RECOVERY
(Parceira do IAESM)



 

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

NO TRILHO DA SOLIDARIEDADE 

       O Grupo de Danças e Cantares na Casa do Povo de Alvito S. Pedro

No âmbito das XXVII Jornadas Séniores, a Casa do Povo de Alvito S. Pedro convidou o Grupo de Danças e Cantares do IAESM para abrilhantar a sessão de entregas de prémios do XII Concurso Bengal'art, realizado entre os utentes das diversas Instituições de Solidariedade Social do Concelho. 

A nossa Rainha: D. Deolinda Perestrelo, uma das fundadoras, no dia do seu nonagésimo terceiro aniversário é surpreendida  pelo Grupo de Danças e Cantares (o seu grupo) que lhe canta os Parabéns durante a festa.

Foi com muita alegria que o IAESM, através do seu Grupo de Danças e Cantares, correspondeu ao convite e participou neste evento de tão elevado valor social, pelo seu contributo na conservação das capacidades intelectuais e da sanidade mental das pessoas idosas, proporcionando-lhes um envelhecimento mais saudável e feliz.

O nosso Grupo de Danças e Cantares tocou, cantou, dançou e encantou. E despertou nos utentes das diversas instituição presentes o desejo de comungarem da mesma alegria, da mesma vivacidade, e passarem a atores em vez de simples espectadores: cantaram, dançaram, riram e conviveram em comunhão com os elementos do Grupo. Enriqueceram-se mutuamente. Todos saíram mais felizes.

Troca de Lembranças
No final da festa o Grupo de Danças em Cantares do IAESM regista nesta fotografia o que lhe vai no coração. Está Feliz. Deu-se em alegria e amor e proporcionou alegria.

IAESM - 19/10/23





quarta-feira, 4 de outubro de 2023

 A SOLIDÁRIEDADE EM AÇÃO

GRUPO DE CORDOFONES/TUNA

                Cuidados Continuados- Santa Casa da Misericórdia de Barcelos




 Alegria! Alegria! Alegria!

A nossa Fadista

Muita alegria e muita amizade é a imagem que se materializa na minha mente para definir a tarde do dia 29 de Setembro, dia de Festa de Aniversários no nosso Instituto; "Festa" com letra maiúscula: comemoraram-se os nossos aniversariantes dos meses de Julho, Agosto e Setembro. Houve música (muita música), houve fado, poesia, anedotas teatralizadas, baile, muita brincadeira e muita gargalhada - daquelas que se soltam do fundo da alma -  cantaram-se os parabéns, conviveu-se em volta da mesa recheada com os petiscos que cada um/uma trouxe para partilhar, e fomos brindados com uma brilhante atuação do nosso Grupo de Cordofones/Tuna.
Foi uma tarde maravilhosa! 
Daquelas que nos fazem sentir o quanto a vida pode ser bela. Uma sã terapia para as maleitas do corpo e da alma.

IAESM, 04/10/23

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

 









OS GRUPOS DE DANÇAS E CANTARES E CORDOFONES/TUNA

NO 52º ANIVERSÁRIO DO NÚCLEO DA LIAM 

(Animação Missionária) – GAMIL


Era a primeira saída do ano escolar 2023/24 e os nossos grupos convidados não se pouparam a esforços para que tudo corresse bem. 
Ainda o ano escolar não tinha começado já os elementos dos Grupos de Danças e Cantares e Cordofones/Tuna estavam em atividade com dois ensaios semanais: iam participar numa festa de angariação de fundos para as missões, em Gamil, no dia 17/09/23. A motivação era grande. E até eu estava animada, embora não dance nem cante. Até tinha convidado três amigas para almoçarmos lá e contribuirmos assim (ainda que irrisoriamente) com o nosso pequeno gesto solidário para a causa. Mas S. Pedro, nesse dia, lembrou-se de fazer a limpeza celestial de mangueira, em vez de usar a esfregona, e a água escapou-se por todos os interstícios da Morada Celestial e caiu abundantemente sobre o recinto. Não permitiu que a festa tivesse o brilho para que se tinha preparado. Atrapalhou um pouco o esforço da organização, sem denegrir o seu desempenho. 
A festa prosseguiu com as diferentes etapas programadas (missa com bênção dos estetoscópios dos médicos recém formados da freguesia, almoço e espetáculo, no qual, além dos grupos do IAESM participaram vários outros.
O sol dar-lhe-ia outro ânimo, mas a determinação do objetivo a atingir impôs-se e transmitiu-lhe a energia suficiente para que resultasse num evento positivo, no qual foram angariados mais de dois milhares de euros para a causa assumida.
IAESM, 21/09/3


quinta-feira, 20 de julho de 2023

 

O PASSEIO ANUAL DO IAESM - COIMBRA

Uma panorâmica de Coimbra vista do rio
   São sete horas e alguns minutos do dia sete de julho, quando um autocarro da “SantiagoTour” com cinquenta e cinco pessoas a bordo (associados e associadas do IAESM e alguns amigos/as e familiares) começa a rodar em direção à cidade/berço do trágico amor de Pedro e Inês.
    Um desvio breve por Santa Maria da Feira para tomarmos o pequeno-almoço e a viagem prossegue sem percalços, num rodar fluente até Coimbra, a bela princesa do Mondego. Aí, na Quinta das Lágrimas, onde Pedro e Inês viveram o seu romântico e trágico amor, espera-nos Cláudia (uma Guia que se impõe e, sem rodeios, reclama a atenção dos prevaricadores desatentos) para nos encaminhar pelas sendas desse amor infeliz e, sob um belo monumento vivo com mais de duzentos anos (um imponente exemplar da árvore vulgarmente conhecida por figueira-da-índia) junto à  Fonte dos Amores, começa a narrativa desses amores funestos que Camões imortalizou numa estrofe do seu poema épico: Os Lusíadas.
Fonte dos Amores
    Seria nessa fonte, mandada construir pela Rainha Santa Isabel (avó do Infante D. Pedro) para levar água ao Convento de Santa Clara (a velha), que os dois apaixonados se encontravam.  Por esse canal seguiam os  barquinhos de madeira que Pedro enviava a Inês de Castro (uma fidalga galega que acompanhou  Dª. Constança, quando esta veio para casar com D. Pedro), que  aí se viria encontrar com ele. E, porque terão sido aí vivido os momentos felizes desse funesto amor, ficou conhecida pela Fonte dos Amores.
Fonte das Lágrimas - aqui pode ler-se a estrofe d' Os Lusíadas  que imortaliza o trágico amor de Pedro e Inês

    Depois encaminhou-nos para a outra; a que, segundo a lenda, se formou com as lágrimas e o sangue derramado por Inês de Castro quando os três fidalgos enviados por D. Afonso IV a apunhalaram. Cresce aí uma microalga encarnada que forma uma mancha vermelha no canal e, mesmo que se limpe, volta a crescer. Diz a lenda que é o sangue de Inês aí derramado. É a Fonte das Lágrimas. Há aí uma lápide com a estrofe de oito versos que Camões dedicou ao trágico amor de Pedro e Inês.
   Já falei de um dos três imponentes monumentos vivos que nos foram apresentados durante esta visita e que integram o Jardim Romântico. Faltam dois: uma Sequoia (vizinha da majestosa figueira da India e quase da mesma idade) imponente no seu porte de gigante a caminho do céu; e um pouco mais afastada uma canforeira de larga base ramificada e ramos nodosos a falarem-nos da sua velhice. Quando queremos afugentar as traças da roupa recorremos, muitas vezes, a esse poderoso desinfetante: a cânfora, que é muito usado na farmacologia; mas que tem, também,   outras aplicações. Entre elas, com disse,  combate as traças da roupa. Uma pequena haste partida exala um aroma agradável, que nos ajuda a identificá-la. 
O Comboio do Património 
A Universidade de Coimbra
    Apanhámos depois o comboio do património que, come o nome indica, passa pelas zonas históricas, nomeadamente a Universidade, as muralhas...e outros. Foi um passeio mais ou menos de cinquenta minutos, que serviu, também, para repousar da caminhada pela quinta, para alguns de nós um pouco cansativa, tanto pelo pavimento enraizado das trilhas a percorrer, como pela sua belíssima idade (alguns, mais de 90 anos). 
Tomámo-lo junto à ponte de Santa Clara e aí nos deixou.  
Entrámos depois no autocarro, que nos levou ao Restaurante Observatório, onde tínhamos o almoço marcado: um bacalhau assado no forno com batatas assadas e uma boa salada mista, antecedidos de entradas variadas; a sobremesa foi uma fatia de gelado e, depois, café. Tudo servido com simpatia.  
Estava tudo muito bom. Julgo que a maioria das pessoas terão gostado.
                                                     O "Basófias" mostrou-nos Coimbra vista do rio Mondego
       Depois de almoço caminhámos um pouco pela cidade e, às 16 horas, entrámos no Basófias, que nos levou  num belíssimo passeio de 50 minutos pelas águas calmas do Mondego com a cidade à vista. Muito agradável. 
Uma  parte do grupo no barco Basófias
Desembarcámos, lanchámos, entrámos no autocarro e regressámos a Barcelos. 
Tudo correu bem, felizmente. 
Para setembro haverá mais, se Deus quiser. Agora é tempo de férias

* Imagens, sem direito de autor, da Internet
IAESM 
Barcelos, 20/07/2023


quarta-feira, 5 de julho de 2023

 O IAESM NO TEATRO GIL VICENTE

CASAMENTO POR ENCOMENDA


Após a antestreia, dedicada aos Lares, na passada quarta-feira pelas 14:30 horas no Teatro Gil Vicente, o Grupo de Teatro do IAESM deliciou os barcelenses que, na sexta-feira, dia 30 Junho, pelas 21:30 horas, enchiam a sala do Teatro Gil Vicente para assistirem à estreia da peça “CASAMENTO POR ENCOMENDA” que fez estalar a gargalhada geral frequentemente.
As cenas, ancoradas na personagem “Gigi” que se mantém em palco do início ao fim da peça e provoca situações de grande hilaridade, seguem-se umas às outras e vão desenrolando a inquietação de uma família preocupada com a solidão da filha mais velha, à qual não é conhecido namorado, e as peripécias acontecidas, cada qual mais desconcertante que a anterior, na ânsia de lhe arranjarem marido.
Foi um espetáculo delicioso que captou o público e o fez soltar o riso. 
Parabéns aos nossos atores e às nossas atrizes, e, em especial, ao senhor António Sousa, que encenou e ensaiou a peça, e interpretou a personagem “Gigi”. 
Parabéns ao Grupo de Teatro do IAESM. Parabéns ao IAESM!
Parabéns a esta família que se rege pela amizade e desenvolve cultura e solidariedade, exercida, mais uma vez, ontem, segunda-feira, dia 3 de Julho, com representação da peça “CASAMENTO POR ENCOMENDA” para os Utentes dos Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos.
E já foi solicitada a sua representação no salão da junta de freguesia de Arcozelo.

E parabéns ao nosso Presidente em Exercício, Adolfo Batista Miranda, também ator e corresponsável do Grupo de Teatro, pela sua total entrega na organização e apoio em toda a logística.

IAESM/Barcelos
05/07/2023

segunda-feira, 26 de junho de 2023

 O GRUPO DE CORDOFONES/TUNA 

NA RECOVERY IPSS

O Presidente do IAESM, em exercício, Adolfo Batista Miranda,  anuncia cada tema a executar  

Foi com muita alegria que no dia 22 de junho retomámos a nossa colaboração/parceria com a RECOVERY IPSS, interrompida pela pandemia em 2020.

O Grupo de Cordofones/Tuna tinha aí encontro marcado pelas 15:00 horas. Foi recebido com generosidade, entusiasmo e alegria pelos utentes dessa Instituição de Solidariedade Social e pelos técnicos e técnicas que acompanham o seu dia-a-dia. E


Utentes e técnicos da RECOVERY IPSS, divertem-se ao som do Grupo de Cavaquinhos/Tuna do IAESM

como é seu timbre, tocou, cantou e encantou. E os utentes corresponderam-lhe: cantaram, dançaram, riram e interagiram uns com os outros e com o grupo.
Por último ofereceram-lhe um delicioso lanche, confecionado pelos próprios, sob a supervisão das suas monitoras e dos seus monitores.

Foi uma bela tarde de enriquecimento mútuo. Um daqueles momentos que nos fazem perceber o quanto a vida é bela quando nos damos e percebemos que, ao darmo-nos, somos e fazemos outros felizes.

IAESM, 26/06/2023


 OS PÉS – CUIDADOS A TER

Imagem da Internet isenta de direitos de autor

Na última aula de Saúde, a professora, a Dr.ª Laura Pliego, alertou-nos para os cuidados que todos devemos ter com os pés (suporte do nosso porte ereto e da nossa mobilidade), mas ainda mais a pessoa diabética, pela falta de sensibilidade que a doença carrega.

Os pés devem ser cuidadosamente lavados todos os dias com um sabão de ph neutro e bem secos com uma toalha macia, de cor clara, para que seja visível qualquer mancha deixada por algum ferimento que nos tenha passado despercebido (é preciso ter especial cuidado com a secagem entre os dedos para evitar o aparecimento de gretas ou fungos). 

Depois de lavados e secos devem ser hidratados com um bom creme hidratante (não gordo); as unhas devem ser cortadas retas, com um alicate (não se devem retirar as cutículas) e limadas com uma lima de papel; deve-se examinar atentamente a planta dos pés (especialmente sendo diabético), com um espelho para que se possa observar toda a área e verificar se há alguma mancha que pareça anormal ou algum ferimento; não devemos andar descalço em locais públicos para evitar o contacto com fungos e bactérias; o calçado deve ser de boa qualidade, de forma a permitir a respiração, e folgado para que o pé se sinta confortável.

Uma boa saúde dos nossos pés dar-nos-á uma melhor saúde geral e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida.

Cuidemos dos nossos pés.

IAESM, 26/06/2023

terça-feira, 6 de junho de 2023

VISITA DE ESTUDO

MUSEU DE BILROS, ALFÂNDEGA  RÉGIA, NAU QUINHENTISTA 

VILA DO CONDE


Hoje, 26/05/2023, os Associados do IAESM têm encontro marcado junto ao Templo do Senhor da Cruz, às 14 horas. 
Daí partiremos num autocarro de 55 lugares para uma visita guiada ao Museu das Rendas de Bilros, à Alfândega Régia e à Nau Quinhentista, marcada para as 15:00 horas, em Vila do Conde.
Houve quem não cumprisse pontualmente o horário e o autocarro partiu ligeiramente atrasado, condicionando o início das visitas que, adicionado à chuva com que S. Pedro nos saudou à chegada, nos subtraiu uma parte importante do que estava programado: não foi cumprida a visita à Nau Quinhentista. Chovia torrencialmente quando o autocarro parou para deixar a metade do grupo (27 pessoas) que começou pela Alfândega Régia, a qual incluía a Nau, encharcada. Seria perigoso fazer a visita nessas condições. Quando veio a outra metade do grupo já estava seca, mas não havia tempo.
 Na Alfândega Régia

Ficaram, com disse, 27 pessoas na Alfândega e as restantes 28, nas quais me incluí, seguimos para o Museu das Rendas de Bilros.

A maior renda do mundo

Depois de deixarmos o autocarro caminhámos ainda algumas dezenas de metros, até que na rua de S. Bento, nº 70, um solar do século XVIII abriu para nós uma bonita coleção de belos exemplares (antigos e atuais) dessa belíssima e secular arte de dedilhar os bilros. Entre os quais um véu de noiva no qual trabalharam sete rendilheiras durante seis meses; e, a forrar uma espécie de túnel, em vidro ou acrílico (não verifiquei), em forma de paralelepípedo, a maior renda do mundo. Essa, dos nossos dias. De 2018 (se a memória não me atraiçoa) constituída por 437 quadrados coloridos, com motivos diversos (marítimos e outros), confecionada por cerca de cem rendilheiras durante um ano. 
Inscritos nas paredes do edifício há vários painéis que contam a história dessa arte rendilheira secular na cidade, seus momentos de expansão e de retraimento, sua importância na economia familiar e da cidade… 
Enfim,  falam da importância que essa arte vem tendo, com altos e baixos, nesta cidade portuária, desde a era quinhentista.
Não se conhece a sua origem, mas sendo Vila do Conde uma terra de marinheiros, mercadores e construtores navais (dado o grande movimento de chegadas e partidas de barcos especialmente provenientes do norte da Europa, na era de quinhentos), pensa-se que terá sido trazida por mercadores e marinheiros, da região da Flandres, nessa época. 
Porém, seja qual for o lugar de onde chegou, enraizou-se aqui e foi importante na economia das famílias. E é muito bonita. É fascinante ver a agilidade com que as rendilheiras dedilham os bilros, mudam os alfinetes no pontilhado, cruzam as linhas e vão tecendo a renda sobre a almofada; e criam assim peças lindíssimas. Claro que começam muito novinhas, o que ajuda. 
Uma com quem conversei, contou-me que sendo a filha mais nova de dez irmãos, a escola de rendilheiras funcionou para si como um ATL: de manhã ia para a escola e, de tarde, as irmãs iam pô-la nas rendilheiras.
O Museu das Rendas de Bilros foi instalado neste edifício do século XVII, em 1991. Além dos bonitos exemplares desta arte de rendilhar, expõe também todos os materiais e utensílios usados na sua execução. 
Na sala/escola tem uma coleção de almofadas de escolas estrangeira com as quais se relaciona.
Uma almofada com os bilros e o trabalho que a rendilheira tem em mãos

Em Portugal há outro polo de renda de bilros, em Peniche, o que reforça a ideia de ter sido uma arte trazida por marinheiro e mercadores.
Terminamos a nossa visita aqui. É a nossa vez de visitarmos a Alfândega Régia e, a outra metade do grupo, o Museu. Eles chegam e nós partimos para lá.
Caminhando algumas dezenas de metros, ao desembocar na Praça da Alfândega, uma imagem me cativa olhar:  uma réplica de uma nau quinhentista (aí fundeada desde 2007) borda o céu azul com os seus mastros despidos de velas; e lá está o cesto da gávea, a meio da metade superior do mastro do centro, para onde eram enviados os marinheiros que se portavam mal ou quando se queria verificar se havia terra à vista. 
Logo ali ao lado, a Alfândega Régia, criada por carta régia de D. João II em 24 de Fevereiro de 1487, visto o porto de Vila do Conde ter grande movimento de entrada e saída de barcos carregados de mercadorias que, por não haver quaisquer oficiais alfandegários para os cobrar, não pagavam os impostos reais, abre-nos a portas. E tivemos aí uma teórica e longa lição história, por uma guia fluente no assunto, que procurava imprimir alguma graça à narrativa com alguns apartes; mas não deixou de ser uma longa lição teórica sobre a vida a bordo de uma nau de quinhentos: a miséria, a dor e o sofrimento da tripulação. 
Faltou-lhe o complemento mais prático. 
Faltou-lhe a visita à nau, onde são visíveis os compartimentos dedicados a cada a ação, o que daria outra força às palavras. 
A criação da Alfândega Real de Vila do Conde deu origem a alguma fricção com as freiras do Mosteiro de Santa Clara que, possuidoras de uma Alfândega Senhorial, reclamavam os direitos sobre as mercadorias entradas pela barra do Ave. Só alguns anos mais tarde D. João III consegue resolver a questão, atribuindo uma renda anual de 250 000 reais ao Mosteiro de Santa Clara, pela cedência dos direitos da Alfândega Senhorial.
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Foi uma belíssima tarde de aprendizagem e convívio, que deixou o nosso IAESM mais rico em conhecimento, mais jovem, mais saudável e amigo. 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                   IAESM,Junho/2023
* Algumas das fotografias, são imagens isentas de direitos de autor, da Internet