quinta-feira, 5 de março de 2020

REINÍCIO DAS ACTIVIDADES APÓS FÉRIAS DE CARNAVAL


FESTA DOS ANIVERSARIANTES DE FEVEREIRO




Hoje, dia 03 de Março, reabriram-se as portas do IAESM após as férias de Carnaval. E reabriram em festa: a festa dos aniversariantes de Fevereiro. Houve fados, anedotas, cantigas e música; houve petiscos sobre a mesa, bolo se aniversário, chá, vinho e champanhe.
Cantaram-se os parabéns com o acompanhamento da música do acordeão do sócio Joaquim Carvalho, partiu-se o bolo, saudaram-se os aniversariantes e confraternizou-se e petiscou-se em volta da mesa.
Houve alegria e houve convívio entre pessoas que se gostam e se respeitam, que mutuamente se ajudam a caminhar pela vereda dos anos com leveza e boa disposição.
Barcelos, 02/03/2020

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020


A FESTA DE CARNAVAL - 21/02/2019


Gargalhada, após gargalhada, num rosário permanente, do princípio ao fim, foi a reação da assistência à festa de carnaval do IAESM, realizada ontem, dia 21, na nossa Sede. Foi a terapêutica mais agradável e a mais prometedora na manutenção da saúde física e psíquica, exatamente como é preciso num

caminhar pela vida, que se quer ativo e saudável. Constou de uma comédia hilariante, em um ato, e mais algumas pequenas rábulas, que não lhe ficaram atrás na capacidade de provocarem a gargalhada espontânea e saudável, intercaladas por dois fados-canção, alegres, na bonita voz da nossa associada Maria do Céu.

As nossas atrizes e os nossos atores, assim como a produção e a coordenação do espetáculo são merecedores da nossa gratidão e de um enorme e sentido aplauso.


Depois do espetáculo a festa continuou em volta da mesa, num convívio saudável, que nos vai aproximando uns dos outros num enriquecedor encadeado de laços de amizade e de solidariedade, suporte de saúde, alegria e vida.
Agora estamos de férias: as férias do Carnaval. 

As portas do nosso Instituto reabrir-se-ão no próximo dia 02/03/20.

Divirtam-se:
“É CARNAVAL. NINGUÉM LEVA A MAL.”

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020


MUSEU ALBERTO SAMPAIO – GUIMARÃES

A primeira visita de estudo do IAESM, deste nosso ano escolar de 2020, foi ao Museu Alberto Sampaio, em Guimarães, sexta-feira, dia 07/02, com início às 15 horas.
Embora tenhamos saído de Barcelos com um pequeno atraso, chegamos ao destino com tempo suficiente para caminharmos relaxados e sem pressas da saída do autocarro até ao museu, onde o grupo (sessenta pessoas) foi dividido em dois. 
Cada um, orientado por sua guia, caminhou em circuitos desencontrados ao longo das diferentes salas e pode admirar e conhecer a história de alguns dos antigos, ricos e bonitos tesouros que encerra, provenientes da Colegiada da Senhora da Oliveira e de outras igrejas e mosteiros da região. Nomeadamente do convento de S. Francisco de Guimarães, do mosteiro feminino de Santa Clara, em cujo edifício funciona atualmente a Câmara Municipal de Guimarães,  etc.
O Museu Alberto Sampaio foi fundado em 1928 sob a orientação de Alfredo Guimarães. Situa-se no centro histórico da cidade, no local onde no século X a condessa Mumadona (após enviuvar) fundou um mosteiro à volta do qual cresceu o povoado, que deu origem à cidade de Guimarães, e que, no século XII, deu origem à Colegiada de Santa Maria. Mais tarde Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira. 
Ocupa três espaços da Colegiada: o Claustro, a Casa do Priorado e a Casa do Cabido. A entrada no museu é feita, precisamente, pela Casa do Cabido. 
O seu património é variado e rico, estendendo-se por diferentes salas, e é composto por ourivesaria, pintura sobre madeira, frescos, escultura, talha, cerâmica, etc. Peças de grande valor, quer pela antiguidade e pelo que representam, quer pelo material em que foram fabricadas.
Tem, porém, algumas mais carismáticas, pela beleza e história que as acompanha, que não posso deixar de referir com mais pormenor. E começo pelo tríptico da Natividade, exposto na sala Aljubarrota, em prata dourada, oferecido a Nossa Senhora da Oliveira pelo rei João I em ação de graças pela vitória sobre os castelhanos na batalha de Aljubarrota, que descreve pormenorizadamente a Natividade. Não se sabe se terá sido mandado fazer com as pratas dos despojos da batalha, ou se pertenceria (como se diz também) ao próprio D. João de Castela, que o teria trazido consigo, ciente da rapidez da vitória e, na fuga descontrolada, o terá deixado para traz.
 também nessa o loudel (peça de linho(?) “acolchoada” usada sobre o corpo, antes da cota de malha, pelos antigos guerreiros para o protegerem dos ferimentos, que o roçar desta faria) usado por D. João I na referida batalha.
Mas a peça mais antiga deste museu é um cálice em ouro do século XII (1184), que podemos admirar na Sala dos Tesouros, oferecido por D. Sancho I e sua esposa a Santa Maria de Oliveira, em ação de graças por seu primeiro filho ter sido varão. 
Aliás, nesta sala, há muitos e valiosíssimos tesouros. E, logo à entrada, na vitrine que nos fica à esquerda, deparamos com uma cruz de procissão, em prata trabalhada, que tem metro e meio de altura e pesa quinze quilos. Há aqui também relicários variados, cruzes, cálices…
Muito e muito mais poderia dizer sobre o que nos foi dado apreciar neste museu, mas tornar-se-ia um texto muito extenso e fastidioso. Fiquemo-nos, pois, por aqui.
Depois houve ainda tempo livre, que cada um aproveitou da forma que mais lhe agradou: caminhando pela bonita cidade de Guimarães ou sentando-se num café ou esplanada a lanchar e a conversar.
Julgo que todos teremos regressado a Barcelos mais realizados e felizes, ansiando pela próxima visita de estudo que acontecerá em Abril.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020


A FESTA DOS ANIVERSARIANTES DE DEZEMBRO E JANEIRO



Aconteceu ontem, sexta-feira, dia 31 de Janeiro, mais um convívio de aniversários. 
Celebrámos os aniversariantes de Dezembro e de Janeiro. Celebrou-se a vida e a saudade. A vida com os que celebraram o seu nascimento e estiveram presentes, e a saudade pelos que partiram. Especialmente por quem partiu há tão pouco (Matilde Luiz), que festejava o seu aniversário precisamente no dia de ontem, dia 31 de Janeiro. Foi homenageada com a leitura de um texto seu e outros escritos para si, antes e após um minuto de silêncio. 
Houve emoção e saudade, mas
houve também alegria. E o riso soltou-se livre perante as anedotas contadas com graça e com jeito, a emoção aconteceu com a leitura de alguns textos, e as vozes soltaram-se ao ritmo imposto pelos cordofones em três bonitas cantigas populares. O fado também não faltou para dar um cunho de intimidade ao momento. 
Cantaram-se os parabéns, cumprimentaram-se os aniversariantes, partiu-se o bolo e confraternizou-se em volta de mesa recheada com os petiscos de que todos se fizeram acompanhar, acompanhados de vinho branco, champanhe e chá.
Estes são momentos muito importantes na vida do nosso Instituto e nas nossas vidas. Assim vamos caminhando pela vida mais ricos, porque mais solidários e felizes.

Cumprimentando os Aniversariantes
01/02/2020


sexta-feira, 24 de janeiro de 2020


«Por morrer uma andorinha não se acaba a primavera»diz o poeta.

Também o nosso Instituto, apesar de ter desaparecido do nosso convívio terreno a grande mentora destas atividades, continua a levar a sua solidariedade, a sua amizade e a sua alegria aos que, por circunstâncias da idade, da saúde e da solidão, já se encontram recolhidos em lares. 
"A vida continua" É chavão mas é verdade. Tem de continuar. Com a mesma força, com a mesma dinâmica que ela imprimia às coisas em que se metia. 

Em sua homenagem, que deu muito de si ao IAESM, e porque essa
é a matriz deste Instituto (cada um dá-se ao outro, numa partilha de saberes, solidariedade, amizade e alegria, sem esperar retorno), outros já tomaram a seu cargo dar continuidade a tudo o que vinha a ser orientado por ela, sem que haja quebras no que estava planeado. E, hoje, dia 23 de Janeiro, o grupo de Danças e Cantares-Pregões e Nostalgias foi ao Lar D. Leonor proporcionar uma tarde diferente aos utentes dessa Associação de Solidariedade Social, animando-a com suas vozes e coreografias das suas danças e com as vozes dos pregoeiros que, no passado, percorriam as ruas das vilas e das cidades.
23/01/2020



sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

PARA A MATILDE


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A Vida! O que é a vida?
Esta ténue e frágil linha
Que Alguém
No Seu Infinito Poder




Com precisão, determina,
A hora em que começa
E em que deve ser partida.

Neste astro que nos acolhe
Somos apenas marionetas.
Somos marionetas sem voz
Manobradas, à distância,
Por essa Energia Suprema
Que tudo agrega e determina.
É Ela quem tem a voz.

Creio em Deus
(O Seu nome não importa)
Deus. Apenas Deus.
Essa Energia Suprema
Essa Luz Universal 
Ela comanda a Vida.
A vida deste lado da vida
E depois da linha partida.

A vida, deste lado da vida,
Neste astro que nos recebe
É apenas um passeio
Que todos damos na Vida.
Às vezes por belas estradas
Entre bonitas paisagens
Às vezes por paisagens sombrias
Entre ravinas e cascalho.

Depois da linha partida
Há outra forma vida.
Não sei que forma…
Não sei em que meio…
Mas a vida não acaba aqui.
A vida aqui vivida
É apenas um passeio;
Caminho para a outra Vida.


“Amiga” (como costumavas dizer-me), a tua linha partiu-se.
O teu invólucro quebrou-se.
Terminaste o teu tempo na Terra visível para nós.
Mas deixaste-nos a essência de ti.
Deixaste-nos o teu pensamento, a tua criatividade, o teu saber fazer, a tua capacidade de concretizar, o teu entusiasmo, a tua versatilidade, o teu ritmo acelerado, a tua impulsividade, a tua agressividade (às vezes também existia), a tua “brejeirice”, a generosidade e capacidade de te dares ao outro com alegria (fizeste-o até ao último momento antes de seres internada). Ensaiaste, cantaste, dançaste, exigiste (“Shiu! Tenham paciência! Assim não pode ser! Nem mais um pio!”).
Tudo isto és tu. Tu ficaste em nós. A tua essência ficou no coração de cada um de nós.
O resto era apenas o invólucro. Elegante, engraçado…, mas apenas “o papel de embrulho”, que em pó se transformou.
Onde quer que estejas, sê feliz.
Sê luz na Luz Divina a iluminar na Terra caminhos de bem.
06/01/2020
Jeracina Gonçalves

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

FELIZ NATAL



FIM DE ANO ESCOLAR


O IAESM fechou o seu ano escolar de 2019 com a representação do Auto de Natal “Uma Prenda Especial”(aberta ao público), no Teatro Gil Vicente, na sexta-feira, dia 13 de Dezembro, pelas 21:30 horas. E, na segunda-feira, dia 16, houve uma missa no Templo do Senhor da Cruz, às onze horas, seguida  de um almoço no restaurante “Os Arcos”, com entrega de uma pequena lembrança aos sócios professores e colaboradores. No final houve animação musical de acordeão, tangido pelo senhor Joaquim Carvalho e foi aberto o espaço dançante pelo Presidente do IAESM, Joaquim Falcão e sua esposa, seguidos pelos mais animados, que tiveram a oportunidade de fazer o “gosto ao pé” ao ritmo imposto pelo acordeão.
Julgo poder dizer que foi mais um ano escolar, repleto de realizações, partilha de conhecimentos, alegria e amizade, fechado com chave de ouro. O IAESM cumpriu mais uma vez com a matriz solidária e integradora, que lhe deu o ser,
promovendo um envelhecimento activo quer física quer intelectualmente.
Ao longo do ano realizámos três visitas de estudo guiadas: a primeira ao novo Terminal do Porto de Leixões, a segunda ao Palácio da Bolsa e a Terceira ao Mosteiro de Tibães, que nos trouxeram novos conhecimentos culturais, enriquecendo-nos a bagagem do saber no referente à cultura do nosso país, especialmente a cultura monumental histórica, e fomentaram a alegria, o convívio e o bem-estar entre todos; realizámos o nosso passeio anual ao Mosteiro de Alcobaça, com uma passagem pelo Mosteiro da Batalha, dois grandes monumentos do nosso Património Histórico, extraordinários pela grandiosidade, pela beleza do seu estilo e pelo conteúdo e simbolismo histórico que encerram; festejámos os aniversariantes de cada mês, com música, poesia, fados, anedotas representadas e a partilha dos petiscos sobre a mesa, em tardes de muitas gargalhadas, amizade e solidariedade; festejámos o Carnaval com a representação da comédia “O Morto"(já apresentada no Teatro Gil Vicente); celebrámos o Dia de S. Martinho com um magusto na nossa Sede;  tivemos uma palestra sobre o AVC, proferida pela psicóloga da Associação AVC; participámos na comunidade e levámos a nossa solidariedade, a nossa música, as nossas danças e a nossa alegria, através dos nossos grupos de Cordofones, Danças e Cantares e Pregões e Nostalgias, às instituições de solidariedade social com as quais temos protocolos e a todas as que solicitaram a nossa colaboração;  estivemos representados na abertura da exposição Maria Kelei, a convite o IPCA no âmbito do seu aniversário; assistimos ao “1º Congresso Recovery Portugal” a convite da IPSS Recovery; o nosso grupo docente (sócios/professores e colaboradores) partilham o seu saber com os outros sócios, gratuitamente, nas cadeiras de Saúde, Direito, Português, Francês,  Inglês, Pintura, Informática, Teatro, Canto, Danças e Cantares, Pregões e Nostalgias, Arraiolos, Trabalhos Manuais e Conversas… (cultura geral), dando o melhor de si na preparação e transmissão do seu saber. 
E este ano foi também introduzida a disciplina de Psicologia no nosso currículo.
Agora é tempo de descanso. É tempo de fecharmos as portas e festejarmos a Festa da Paz e da Família, em nossas casas, com os nossos familiares.
As portas do nosso Instituto estarão encerradas até dia seis de Janeiro, quando terá início o nosso novo ano  escolar; o nosso “ANO ESCOLAR 2020”, que iniciaremos em festa.
 A FESTA DOS REIS, com o Cantar dos Reis e a partilha do bolo-rei, animará o primeiro dia do novo ano escolar.
Quem quiser juntar-se a nós, será bem vindo. Apenas terá de inscrever-se, pagar uma pequena jóia e uma quota anual de 50 euros.
Que todos festejemos o NATAL com muita saúde, alegria e paz.


CONVERSAS ÀS SEGUNDAS NA QUARTA


PATRIMÓNIO CIVIL PÚBLICO DE BARCELOS

A última “Conversa às…” do ano escolar 2019, concretizado na segunda-feira, dia   09/12/2019, circulou pelo património civil, público, de Barcelos. 
Principiando pela ponte medieval, românica, mandada construir pelo 3º conde de Barcelos, D. Pedro Afonso, entre 1325 e 1330, seguiu-se para o Paço dos Condes (castelo) como vulgarmente é denominado, ali em frente, sobranceiro à ponte,  mandado edificar por outro Pedro Afonso - o oitavo conde de Barcelos - um dos homens mais ricos de Portugal na sua época, filho ilegítimo do Mestre de Avis. Recebeu o condado de Barcelos pelo seu casamento com a filha de D. Nuno Alvares Pereira, o sétimo conde de Barcelos.
Foi porém com D. Fernando I, 9º conde de Barcelos, que aí residiu com a sua família, que  o Paço dos condes atingiu o seu maior esplendor. E com D. Fernando II, 10º conde de Barcelos, fundador do  Palácio de Vila Viçosa, onde  estabeleceu residência, começou o seu declínio.
Próximo do Paço dos condes, junto à Igreja Matriz, fica o Pelourinho, em granito, formado por uma base com quatro degraus octogonais e fuste octogonal a terminar em gaiola. Esse  monumento era usado para flagelar os delinquentes, que  aí eram presos e castigados.
O lindo edifício dos Paços do Concelho fica um pouco adiante e é resultado de várias transformações e anexações. Nomeadamente o hospital do Espírito Santo, a capela de Santa Maria do século XIV, a antiga casa da Câmara  e a Igreja da Misericórdia do século XVI. É o resultado de um amalgamado de monumentos de estilos e de épocas diferentes, que já teve diferentes funções  e albergou serviços variados. 
Depois da última remodelação, resultou no magnífico edifício que hoje conhecemos, todo ele ocupado pelos serviços camarários.
Outro edifício marcante  da monumentalidade civil pública de Barcelos, é a Torre de Menagem, ou Torre da Porta Nova - no Largo da Porta Nova - ou Torre do Cimo de Vila, ou Torre da Cadeia, como também é conhecida. Nela funcionou a cadeia desde os finais do séc. XIX até às primeiras três décadas do séc. XX (1932).  É uma das três torres da primitiva muralha da vila de Barcelos, mandada edificar pelo 8º conde, D. Pedro Afonso. Tem planta rectangular e espessas paredes em granito. Foi uma das portas da cidade e  residência do alcaide. Foi, ao longo dos tempos, cadeia, armazém, posto de turismo e, actualmente é o Centro de Artesanato de Barcelos. 
Do alto da torre, para onde pode subir-se de elevador, usufrui-se de uma bonita imagem, em 360 graus, de Barcelos e arredores.
O antigo edifício do Teatro Gil Vicente deve-se à vontade de um grupo de jovens barcelenses, que aglutinaram vontades e esforços, e constituíram, em 1893, a “Empresa Teatral Gil Vicente”, composta por vários accionista. O projecto do edifício foi do engenheiro António José Lima, e a primeira representação deu-se em 1903 com a peça “Barcelos Por Dentro”, de Augusto Soucasaux. Esteve vários anos fechado, foi vendido a particulares e, algum tempo depois, comprado pela Câmara, que fez novo projecto, deixando do primeiro edifício apenas a fachada. Reabriu ao público em 2013 com a peça “Pranto de Maria Parda” pela Companhia de Teatro “A Capoeira”. 
A antiga Casa dos Mendanhas Benevides Cyrnes, do século XVII, que já albergou a Escola Comercial e Industrial de Barcelos, a Guarda Nacional Republica   e outras entidades, é desde 1950, o Museu de Olaria, único no país com essa denominação.
A Casa dos Machados da Maia, da primeira metade do século XVI, continua um edifício muito bonito apesar das diferentes remodelações feitas  e dos diferentes serviços que a ocuparam, nomeadamente a Alliance Francaise e outros. É desde 1997 a Biblioteca Municipal de Barcelos. Localiza-se no Largo Dr. António Novais, antigo Largo da Cadeia.

Há ainda a considerar nesta rubrica os vários chafarizes espalhados pela cidade de Barcelos. O Chafariz do Campo da Feira, o do Largo da Porta Nova, o do Largo do  Tanque, o da Praça de Pontevedra, e outros.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

ANIVERSÁRIO DO IAESM E DOS ANIVERSARIANTES DE NOVEMBRO

FELIZ ANIVERSÁRIO!

 O IAESM festejou hoje, dia 29 de Novembro, os seus vinte e quatro anos. Uma idade que nos encaminha (quando referente ao ser humano) para uma visão de pujança vital, vontade de fazer e conhecer coisas, de viver a vida com alegria e construir uma marca de futuro. 
Mas o IAESM, composto por muitos seres humanos, vem, há muito, a construir a sua marca no espaço em que está inserido. 
Uma marca feita de solidariedade, amizade, partilha de saberes, alegria e cultura. E, dessa forma, contribui para que os seus associados e associadas vivam um envelhecimento activo, física e intelectualmente, e possam manter a sua saúde e a sua qualidade de vida. E, hoje, festejou o seu vigésimo quarto aniversário com casa cheia, num ambiente de muita alegria e amizade, mostrando a sua vitalidade e a enorme vontade de continuar a ser um lugar de partilha de saberes, sob o lema da amizade e da solidariedade, vividas internamente, mas também levadas fora de portas por meio dos seus grupos de Danças e Cantares, Cordofones, Pregões e Nostalgias, sempre disponíveis para responderem ao apelo das associações e organismos de solidariedade social que o solicitem.
 festa decorreu, como disse, num ambiente animado e com a casa cheia. Após uma breve prelecção de abertura feita pelo presidente, Joaquim Falcão, entoou-se o hino do IAESM, seguido de um exercício bocal divertido, bem-disposto, que fez suporte e acompanhamento
a uma canção popular na voz do presidente. Houve de seguida a projecção de uma breve resenha das actividades mais marcantes realizadas ao longo do ano, da autoria da associada e professora, Matilde Luiz, e, por fim, cantaram-se os parabéns ao IAESM e aos associados e associadas que tiveram o seu aniversário durante o mês de Novembro - festejados também neste dia -, apagaram-se as vinte e quatro velas, partiu-se e partilhou-se o bolo de aniversário e brindou-se com champanhe à continuação deste espírito solidário e amigo que anima o nosso Instituto.
IAESM, 29 de Novembro de 2019


quarta-feira, 27 de novembro de 2019

O MAGUSTO DO IAESM - 11/11/2019


Dia 11 de Novembro. Dia de festa no nosso Instituto. Dia de magusto.


Foi mais uma tarde passada entre gargalhadas,  provocadas pelas o nosso especialista  em anedotas: o nosso associado Adolfo Miranda. Mas não faltou a poesia, dita pela associada e professora Matilde Luiz. E, claro, as deliciosas castanhas assadas -  as rainhas da festa - não podiam faltar.


Houve anedotas, castanhas
Vinho tinto, vinho branco
Vinho do porto e poesia
Convívio em volta da mesa
E muita, muita alegria!

CONVÍVIO DE ANIVERSÁRIOS DE OUTUBRO


Quarta-feira, dia 30 de outubro, houve mais uma tarde de convívio e alegria no nosso Instituto: festejaram-se os aniversariantes do mês de outubro com música, anedotas, poesia e a partilha do bolo de aniversário e dos petiscos trazidos pelos associados e associadas.

Os nossos parabéns a todos os/as aniversariantes do mês.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019


PASSEIO DE ESTUDO AO MOSTEIRO DE TIBÃES

É o dia 18 de Outubro, 14 horas, e o autocarro já está parado junto ao Senhor da Cruz - o local combinado para a partida -, à espera que o grupo dos associados e associadas do IAESM, que vão chegando pouco a pouco, se forme. 
Ninguém se atrasa. Em breve cada um toma o seu lugar, previamente marcado, no autocarro, e partimos. Vamos cumprir a visita de estudo inscrita no nosso programa deste período.
Desta vez faremos uma visita guiada ao Mosteiro de São Martinho de Tibães, situado a seis quilómetros de Braga, na freguesia de Mire de Tibães, concelho de Braga. 
Somos ai recebidos e orientados por um guia simpático, de saber fluente, que nos leva a percorrer o espaço e a história deste grande monumento da Ordem Beneditina (Fundada em Itália por S. Bento de Núrsia - irmão gémeo de Santa Escolástica - no século VI, só chegou a Portugal no século XI pelas mãos dos monges de Clouny. Professava o silêncio, a obediência, a pobreza, a oração e o trabalho. O seu lema era “orar e trabalhar”). 
Começou por levar-nos à zona das cavalariças, agora transformadas em “salão de boas-vindas” (a expressão é minha) onde a história do mosteiro é contada às crianças através de marionetas. Aí, sentados, ouvimos os factos históricos relativos ao mosteiro desde a sua fundação no século XI. Recebeu o couto de Tibães e as terras anexas das mãos de D. Teresa e do conde D. Henrique. Mais tarde, recebeu também o couto da Póvoa do Lanhoso e o da Estela. 
A partir do século XII foi crescendo em poderio e privilégios até ao século XIV. Teve então um período de alguma estagnação e decadência, mas recebeu novo fôlego após o Concilio do Trento, com a fundação da Congregação dos Monges Negros de São Bento dos Reinos de Portugal. E, no século XVI, foi a Casa-mãe da Ordem de S. Bento em Portugal e no Brasil. Chegou a ter sob a sua autoridade 20 mosteiros em Portugal e 13 no Brasil. 
Foi porém  no século XVII que atingiu a monumentalidade que hoje conhecemos. 
Foi um dos mais majestosos mosteiros do país da Ordem Beneditina, quer pela grandiosidade dos espaços, quer pela riqueza da sua decoração.
Maqueta  do Mosteiro
No século XVIII foi um centro criador e difusor da arte e da cultura, senhor de um valioso espólio em pintura, escultura e arte sacra e de uma valiosa colecção de milhares de livros sobre variados temas. 
Após as lutas liberais entre D. Pedro e D. Miguel, ficaram reduzidos a seis, os monges ali residentes. Mais tarde, aquando da extinção das ordens religiosas em Portugal, em 1834 foi vendido em hasta pública a particulares, à excepção de igreja, da sacristia, e do claustro do cemitério, e a sua deterioração extremou-se. 
Em 1986, adquirido pelo Estado Português,  iniciou-se então a sua reabilitação.
Actualmente abriga numa das suas alas uma irmandade feminina, que dirige uma hospedaria com nove quartos e um restaurante com capacidade para 50 pessoas.
Depois desta maravilhosa aula teórica iniciamos o percurso pelo espaço físico. Caminhamos os amplos e belos espaços, apoiados nas explicações detalhadas do nosso guia (penalizo-me, mas não consigo recordar o seu nome).
Desde a barbearia à igreja com a sua exuberante talha dourada, em vários estilos, das suas numerosas capelas, sem esquecer o coro alto com as misericórdias (pequenas saliências em forma de animais ou outras, na parte posterior dos assentos móveis das cadeiras, para se recostarem durante as longas horas em pé na recitação dos salmos e nas leituras), ao claustro do cemitério - e não posso deixar de registar a beleza da azulejaria que forra as suas paredes e conta a vida de S. Bento  (pena é os muitos painéis que lhe foram arrancados) -, a sacristia, a sala do ouvidor, a sala do capítulo, a ala dos gerais e as suas celas amplas e cómodas, a biblioteca, a cozinha com a enorme chaminé que cobre a lareira, pias, forno, despensa (uma das alas adjacentes à cozinha - o refeitório - sofreu um grande incêndio e mantém-se um espaço aberto, cimentado), a portaria de cima com a sineta e o ralo por onde o monge porteiro atendia os pobres e lhes dava a esmola, ou os peregrinos eram convidados a entrar (tinha uma hospedaria com dezasseis celas, sala de jantar (hospício), e secretas (WC)) e podiam permanecer no mosteiro gratuitamente durante três dias. O tempo que passasse além, era pago), a farmácia (são visíveis os potes onde fabricavam os remédios para uso interno e para o tratamento dos pobres)...
Foi, sem dúvida, uma tarde fantástica, que nos encheu a alma. Tanto pelo convívio, como pelo saber que nos foi passado. O nosso bem haja ao Guia que nos acompanhou, pelo seu fluente saber e pela forma como nos orientou.

Faltou-nos percorrer os jardins e a mata, que contam também parte da história deste grandioso monumento e merecem bem uma próxima visita. Julgamos que o melhor tempo para fazê-la será na  Primavera, quando tudo se renova e floresce, e o tempo cresce.