quinta-feira, 20 de julho de 2023

 

O PASSEIO ANUAL DO IAESM - COIMBRA

Uma panorâmica de Coimbra vista do rio
   São sete horas e alguns minutos do dia sete de julho, quando um autocarro da “SantiagoTour” com cinquenta e cinco pessoas a bordo (associados e associadas do IAESM e alguns amigos/as e familiares) começa a rodar em direção à cidade/berço do trágico amor de Pedro e Inês.
    Um desvio breve por Santa Maria da Feira para tomarmos o pequeno-almoço e a viagem prossegue sem percalços, num rodar fluente até Coimbra, a bela princesa do Mondego. Aí, na Quinta das Lágrimas, onde Pedro e Inês viveram o seu romântico e trágico amor, espera-nos Cláudia (uma Guia que se impõe e, sem rodeios, reclama a atenção dos prevaricadores desatentos) para nos encaminhar pelas sendas desse amor infeliz e, sob um belo monumento vivo com mais de duzentos anos (um imponente exemplar da árvore vulgarmente conhecida por figueira-da-índia) junto à  Fonte dos Amores, começa a narrativa desses amores funestos que Camões imortalizou numa estrofe do seu poema épico: Os Lusíadas.
Fonte dos Amores
    Seria nessa fonte, mandada construir pela Rainha Santa Isabel (avó do Infante D. Pedro) para levar água ao Convento de Santa Clara (a velha), que os dois apaixonados se encontravam.  Por esse canal seguiam os  barquinhos de madeira que Pedro enviava a Inês de Castro (uma fidalga galega que acompanhou  Dª. Constança, quando esta veio para casar com D. Pedro), que  aí se viria encontrar com ele. E, porque terão sido aí vivido os momentos felizes desse funesto amor, ficou conhecida pela Fonte dos Amores.
Fonte das Lágrimas - aqui pode ler-se a estrofe d' Os Lusíadas  que imortaliza o trágico amor de Pedro e Inês

    Depois encaminhou-nos para a outra; a que, segundo a lenda, se formou com as lágrimas e o sangue derramado por Inês de Castro quando os três fidalgos enviados por D. Afonso IV a apunhalaram. Cresce aí uma microalga encarnada que forma uma mancha vermelha no canal e, mesmo que se limpe, volta a crescer. Diz a lenda que é o sangue de Inês aí derramado. É a Fonte das Lágrimas. Há aí uma lápide com a estrofe de oito versos que Camões dedicou ao trágico amor de Pedro e Inês.
   Já falei de um dos três imponentes monumentos vivos que nos foram apresentados durante esta visita e que integram o Jardim Romântico. Faltam dois: uma Sequoia (vizinha da majestosa figueira da India e quase da mesma idade) imponente no seu porte de gigante a caminho do céu; e um pouco mais afastada uma canforeira de larga base ramificada e ramos nodosos a falarem-nos da sua velhice. Quando queremos afugentar as traças da roupa recorremos, muitas vezes, a esse poderoso desinfetante: a cânfora, que é muito usado na farmacologia; mas que tem, também,   outras aplicações. Entre elas, com disse,  combate as traças da roupa. Uma pequena haste partida exala um aroma agradável, que nos ajuda a identificá-la. 
O Comboio do Património 
A Universidade de Coimbra
    Apanhámos depois o comboio do património que, come o nome indica, passa pelas zonas históricas, nomeadamente a Universidade, as muralhas...e outros. Foi um passeio mais ou menos de cinquenta minutos, que serviu, também, para repousar da caminhada pela quinta, para alguns de nós um pouco cansativa, tanto pelo pavimento enraizado das trilhas a percorrer, como pela sua belíssima idade (alguns, mais de 90 anos). 
Tomámo-lo junto à ponte de Santa Clara e aí nos deixou.  
Entrámos depois no autocarro, que nos levou ao Restaurante Observatório, onde tínhamos o almoço marcado: um bacalhau assado no forno com batatas assadas e uma boa salada mista, antecedidos de entradas variadas; a sobremesa foi uma fatia de gelado e, depois, café. Tudo servido com simpatia.  
Estava tudo muito bom. Julgo que a maioria das pessoas terão gostado.
                                                     O "Basófias" mostrou-nos Coimbra vista do rio Mondego
       Depois de almoço caminhámos um pouco pela cidade e, às 16 horas, entrámos no Basófias, que nos levou  num belíssimo passeio de 50 minutos pelas águas calmas do Mondego com a cidade à vista. Muito agradável. 
Uma  parte do grupo no barco Basófias
Desembarcámos, lanchámos, entrámos no autocarro e regressámos a Barcelos. 
Tudo correu bem, felizmente. 
Para setembro haverá mais, se Deus quiser. Agora é tempo de férias

* Imagens, sem direito de autor, da Internet
IAESM 
Barcelos, 20/07/2023


quarta-feira, 5 de julho de 2023

 O IAESM NO TEATRO GIL VICENTE

CASAMENTO POR ENCOMENDA


Após a antestreia, dedicada aos Lares, na passada quarta-feira pelas 14:30 horas no Teatro Gil Vicente, o Grupo de Teatro do IAESM deliciou os barcelenses que, na sexta-feira, dia 30 Junho, pelas 21:30 horas, enchiam a sala do Teatro Gil Vicente para assistirem à estreia da peça “CASAMENTO POR ENCOMENDA” que fez estalar a gargalhada geral frequentemente.
As cenas, ancoradas na personagem “Gigi” que se mantém em palco do início ao fim da peça e provoca situações de grande hilaridade, seguem-se umas às outras e vão desenrolando a inquietação de uma família preocupada com a solidão da filha mais velha, à qual não é conhecido namorado, e as peripécias acontecidas, cada qual mais desconcertante que a anterior, na ânsia de lhe arranjarem marido.
Foi um espetáculo delicioso que captou o público e o fez soltar o riso. 
Parabéns aos nossos atores e às nossas atrizes, e, em especial, ao senhor António Sousa, que encenou e ensaiou a peça, e interpretou a personagem “Gigi”. 
Parabéns ao Grupo de Teatro do IAESM. Parabéns ao IAESM!
Parabéns a esta família que se rege pela amizade e desenvolve cultura e solidariedade, exercida, mais uma vez, ontem, segunda-feira, dia 3 de Julho, com representação da peça “CASAMENTO POR ENCOMENDA” para os Utentes dos Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos.
E já foi solicitada a sua representação no salão da junta de freguesia de Arcozelo.

E parabéns ao nosso Presidente em Exercício, Adolfo Batista Miranda, também ator e corresponsável do Grupo de Teatro, pela sua total entrega na organização e apoio em toda a logística.

IAESM/Barcelos
05/07/2023

segunda-feira, 26 de junho de 2023

 O GRUPO DE CORDOFONES/TUNA 

NA RECOVERY IPSS

O Presidente do IAESM, em exercício, Adolfo Batista Miranda,  anuncia cada tema a executar  

Foi com muita alegria que no dia 22 de junho retomámos a nossa colaboração/parceria com a RECOVERY IPSS, interrompida pela pandemia em 2020.

O Grupo de Cordofones/Tuna tinha aí encontro marcado pelas 15:00 horas. Foi recebido com generosidade, entusiasmo e alegria pelos utentes dessa Instituição de Solidariedade Social e pelos técnicos e técnicas que acompanham o seu dia-a-dia. E


Utentes e técnicos da RECOVERY IPSS, divertem-se ao som do Grupo de Cavaquinhos/Tuna do IAESM

como é seu timbre, tocou, cantou e encantou. E os utentes corresponderam-lhe: cantaram, dançaram, riram e interagiram uns com os outros e com o grupo.
Por último ofereceram-lhe um delicioso lanche, confecionado pelos próprios, sob a supervisão das suas monitoras e dos seus monitores.

Foi uma bela tarde de enriquecimento mútuo. Um daqueles momentos que nos fazem perceber o quanto a vida é bela quando nos damos e percebemos que, ao darmo-nos, somos e fazemos outros felizes.

IAESM, 26/06/2023


 OS PÉS – CUIDADOS A TER

Imagem da Internet isenta de direitos de autor

Na última aula de Saúde, a professora, a Dr.ª Laura Pliego, alertou-nos para os cuidados que todos devemos ter com os pés (suporte do nosso porte ereto e da nossa mobilidade), mas ainda mais a pessoa diabética, pela falta de sensibilidade que a doença carrega.

Os pés devem ser cuidadosamente lavados todos os dias com um sabão de ph neutro e bem secos com uma toalha macia, de cor clara, para que seja visível qualquer mancha deixada por algum ferimento que nos tenha passado despercebido (é preciso ter especial cuidado com a secagem entre os dedos para evitar o aparecimento de gretas ou fungos). 

Depois de lavados e secos devem ser hidratados com um bom creme hidratante (não gordo); as unhas devem ser cortadas retas, com um alicate (não se devem retirar as cutículas) e limadas com uma lima de papel; deve-se examinar atentamente a planta dos pés (especialmente sendo diabético), com um espelho para que se possa observar toda a área e verificar se há alguma mancha que pareça anormal ou algum ferimento; não devemos andar descalço em locais públicos para evitar o contacto com fungos e bactérias; o calçado deve ser de boa qualidade, de forma a permitir a respiração, e folgado para que o pé se sinta confortável.

Uma boa saúde dos nossos pés dar-nos-á uma melhor saúde geral e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida.

Cuidemos dos nossos pés.

IAESM, 26/06/2023

terça-feira, 6 de junho de 2023

VISITA DE ESTUDO

MUSEU DE BILROS, ALFÂNDEGA  RÉGIA, NAU QUINHENTISTA 

VILA DO CONDE


Hoje, 26/05/2023, os Associados do IAESM têm encontro marcado junto ao Templo do Senhor da Cruz, às 14 horas. 
Daí partiremos num autocarro de 55 lugares para uma visita guiada ao Museu das Rendas de Bilros, à Alfândega Régia e à Nau Quinhentista, marcada para as 15:00 horas, em Vila do Conde.
Houve quem não cumprisse pontualmente o horário e o autocarro partiu ligeiramente atrasado, condicionando o início das visitas que, adicionado à chuva com que S. Pedro nos saudou à chegada, nos subtraiu uma parte importante do que estava programado: não foi cumprida a visita à Nau Quinhentista. Chovia torrencialmente quando o autocarro parou para deixar a metade do grupo (27 pessoas) que começou pela Alfândega Régia, a qual incluía a Nau, encharcada. Seria perigoso fazer a visita nessas condições. Quando veio a outra metade do grupo já estava seca, mas não havia tempo.
 Na Alfândega Régia

Ficaram, com disse, 27 pessoas na Alfândega e as restantes 28, nas quais me incluí, seguimos para o Museu das Rendas de Bilros.

A maior renda do mundo

Depois de deixarmos o autocarro caminhámos ainda algumas dezenas de metros, até que na rua de S. Bento, nº 70, um solar do século XVIII abriu para nós uma bonita coleção de belos exemplares (antigos e atuais) dessa belíssima e secular arte de dedilhar os bilros. Entre os quais um véu de noiva no qual trabalharam sete rendilheiras durante seis meses; e, a forrar uma espécie de túnel, em vidro ou acrílico (não verifiquei), em forma de paralelepípedo, a maior renda do mundo. Essa, dos nossos dias. De 2018 (se a memória não me atraiçoa) constituída por 437 quadrados coloridos, com motivos diversos (marítimos e outros), confecionada por cerca de cem rendilheiras durante um ano. 
Inscritos nas paredes do edifício há vários painéis que contam a história dessa arte rendilheira secular na cidade, seus momentos de expansão e de retraimento, sua importância na economia familiar e da cidade… 
Enfim,  falam da importância que essa arte vem tendo, com altos e baixos, nesta cidade portuária, desde a era quinhentista.
Não se conhece a sua origem, mas sendo Vila do Conde uma terra de marinheiros, mercadores e construtores navais (dado o grande movimento de chegadas e partidas de barcos especialmente provenientes do norte da Europa, na era de quinhentos), pensa-se que terá sido trazida por mercadores e marinheiros, da região da Flandres, nessa época. 
Porém, seja qual for o lugar de onde chegou, enraizou-se aqui e foi importante na economia das famílias. E é muito bonita. É fascinante ver a agilidade com que as rendilheiras dedilham os bilros, mudam os alfinetes no pontilhado, cruzam as linhas e vão tecendo a renda sobre a almofada; e criam assim peças lindíssimas. Claro que começam muito novinhas, o que ajuda. 
Uma com quem conversei, contou-me que sendo a filha mais nova de dez irmãos, a escola de rendilheiras funcionou para si como um ATL: de manhã ia para a escola e, de tarde, as irmãs iam pô-la nas rendilheiras.
O Museu das Rendas de Bilros foi instalado neste edifício do século XVII, em 1991. Além dos bonitos exemplares desta arte de rendilhar, expõe também todos os materiais e utensílios usados na sua execução. 
Na sala/escola tem uma coleção de almofadas de escolas estrangeira com as quais se relaciona.
Uma almofada com os bilros e o trabalho que a rendilheira tem em mãos

Em Portugal há outro polo de renda de bilros, em Peniche, o que reforça a ideia de ter sido uma arte trazida por marinheiro e mercadores.
Terminamos a nossa visita aqui. É a nossa vez de visitarmos a Alfândega Régia e, a outra metade do grupo, o Museu. Eles chegam e nós partimos para lá.
Caminhando algumas dezenas de metros, ao desembocar na Praça da Alfândega, uma imagem me cativa olhar:  uma réplica de uma nau quinhentista (aí fundeada desde 2007) borda o céu azul com os seus mastros despidos de velas; e lá está o cesto da gávea, a meio da metade superior do mastro do centro, para onde eram enviados os marinheiros que se portavam mal ou quando se queria verificar se havia terra à vista. 
Logo ali ao lado, a Alfândega Régia, criada por carta régia de D. João II em 24 de Fevereiro de 1487, visto o porto de Vila do Conde ter grande movimento de entrada e saída de barcos carregados de mercadorias que, por não haver quaisquer oficiais alfandegários para os cobrar, não pagavam os impostos reais, abre-nos a portas. E tivemos aí uma teórica e longa lição história, por uma guia fluente no assunto, que procurava imprimir alguma graça à narrativa com alguns apartes; mas não deixou de ser uma longa lição teórica sobre a vida a bordo de uma nau de quinhentos: a miséria, a dor e o sofrimento da tripulação. 
Faltou-lhe o complemento mais prático. 
Faltou-lhe a visita à nau, onde são visíveis os compartimentos dedicados a cada a ação, o que daria outra força às palavras. 
A criação da Alfândega Real de Vila do Conde deu origem a alguma fricção com as freiras do Mosteiro de Santa Clara que, possuidoras de uma Alfândega Senhorial, reclamavam os direitos sobre as mercadorias entradas pela barra do Ave. Só alguns anos mais tarde D. João III consegue resolver a questão, atribuindo uma renda anual de 250 000 reais ao Mosteiro de Santa Clara, pela cedência dos direitos da Alfândega Senhorial.
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Foi uma belíssima tarde de aprendizagem e convívio, que deixou o nosso IAESM mais rico em conhecimento, mais jovem, mais saudável e amigo. 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                   IAESM,Junho/2023
* Algumas das fotografias, são imagens isentas de direitos de autor, da Internet

terça-feira, 16 de maio de 2023

“ Conversas… às Segundas na 4ª”

Os 140 anos dos Bombeiros Voluntários de Barcelos

Sob o pretexto dos 140 anos que os Bombeiros Voluntários de Barcelos comemoram este anos, as três ultimas sessões de “ Conversas… às Segundas na 4ª”, versaram a temática “Bombeiros Voluntários”.
O preletor, o nosso associado e colaborador António Sousa, que todos os meses nos premeia com uma sessão bem esquematizada e de cuidada apresentação sobre temas culturais, em especial do património barcelense (mas não só), começou por fazer uma resenha histórica do nascimento dos Bombeiros Voluntários em Portugal, para depois falar aprofundadamente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Barcelos.
O serviço de bombeiros terá tido o seu início em Lisboa, em 1395, por publicação de uma carta régia de D. João I, que determinava que pregoeiros andassem pelas ruas a alertar a população para o perigo dos incêndios e que os carpinteiros e calafates e outros artífices acorressem com os seus machados a combater os incêndios que deflagravam com frequência (as casas eram de madeira, o aquecimento e o serviço de cozinha funcionavam à base de lenha), e as mulheres carregassem cântaros de água para os apagar. 
Assim foi criado o primeiro “Serviço de Incêndios” em Lisboa.
Mais tarde, em 1678, houve uma reavaliação desse serviço e foram criados três armazéns para guardar as ferramentas usadas no combate aos incêndios; depois apareceram as primeiras bombas para tirar a água, muito pesadas e de difícil transporte, depois as bombas a vapor…, mas é já no século XIX que na Câmara de Lisboa se faz o primeiro alistamento. Alguns anos mais tarde 1868 é criada a primeira Companhia de Bombeiros Voluntários de Lisboa que, mais tarde, passa a Real Associação de Bombeiros Voluntários de Lisboa.
Mas os incêndios não ocorrem apenas em Lisboa. Ocorrem igualmente por todo o país. E por todo país se vão criando serviços mais ou menos organizados para acudir aos incêndios.
Barcelos sentiu também essa necessidade. E, em 1793, a Câmara Municipal compra duas bombas para apagar os incêndios; em 1827 é implantada a “Companhia da Bomba” e quando ocorria algum incêndio corria-se a buscar a bomba e perdia-se imenso tempo. 
Em 1852 a Família Real visita Barcelos na Festa das Cruzes e é vítima de um incêndio. É então que, a 4 de agosto de 1883, é constituída uma comissão instaladora da Associação dos Bombeiros Voluntários de Barcelos, cujo fim principal é o socorro em caso de incêndio. A 9 de Agosto desse ano são aprovados os Estatutos e nomeados os Corpos Gerentes. Sebastião António Gonçalves de Oliveira é nomeado Presidente e Comandante e António Gonçalves da Cruz é nomeado segundo Comandante.
No dia 06/01/84, Dia da Corporação, é inaugurada a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Barcelos, que recebe da Câmara Municipal todo o espólio da Companhia da Bomba e um subsídio. Instala o seu quartel em 1897 numa casa comprada e adaptada do largo Dr. José Novais, onde permanece até Outubro 1980, quando inaugura o edifício que hoje ocupa.

Assim nasce a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Barcelos, que ao longo destes 140 anos muito cresceu e recebeu inúmeras condecorações e louvores pelos vastos e meritórios serviços humanitários que tem prestado à comunidade.

Um  grande bem-haja a todos os Bombeiros Voluntários, que tando dão de si - quantas vezes a própria vida - em benefício do outro.
IAESM, 16/05/23

quinta-feira, 4 de maio de 2023

 

FESTA DE ANIVERSÁRIOS 

28/04/2923


Mais uma belíssima tarde de convívio e amizade, animada pelos nossos grupos Tuna/Cordofones e Danças e Cantares e pelo nosso acordeonista Joaquim Carvalho, aconteceu, hoje, neste espaço da família IAESM: festejaram-se os aniversariantes de Março e Abril com muita amizade, muito convívio, muita alegria e uma mesa repleta de petiscos (doces e salgados) de que nos fizemos acompanhar para enriquecer a mesa comum, à volta da qual todos convivemos com muita amizade.

IAESM, 04/052023

quarta-feira, 3 de maio de 2023

 

VISITA DE ESTUDO

21/04/2023

A tarde deste dia foi preenchida com uma visita de estudo, atividade que consideramos ser uma forma muito enriquecedora de adquirir cultura combinada com convívio.

A saída estava marcada para a 14:00 horas junto ao Templo do Senhor da Cruz. E, apesar de S. Pedro ter aberto as torneiras do céu com abundância, o horário foi mais ou menos cumprido. Pouco depois das duas da tarde rodávamos em direção a Viana do Castelo (onde tínhamos uma visita guiada ao Museu do Traje), num autocarro de 55 lugares repleto.  

Mesmo debaixo de chuva, que atrapalha sempre qualquer passeio, mas, especialmente, sendo em grupo (isto de abrir e fechar o guarda chuva e cuidar de não pingar o vizinho ou espetar-lhe uma vareta nos olhos atrapalha um pouco), mas tudo correu bem e foi muito agradável entrar no átrio do museu, onde a exuberância dos belos e coloridos trajes das lavradeiras vianesas, com os seus lenços traçados e o peito profusamente ornamentado de ouro, e o guia para nos acompanhar e elucidar sobre o que íamos vendo, nos saudaram.

...do site do museu

O Museu do Traje de Viana do Castelo fica na Praça da República, num prédio de gaveto construído entre 1954 e 1958 onde funcionou uma delegação do Banco de Portugal até 1996. Em 1997 a Câmara Municipal de Viana do Castelo adquiriu-o e foi criado um museu dedicado, especialmente, à exposição permanente dos trajes regionais da região de Viana, com especial ênfase para o traje usado pela raparigas mulheres das regiões rurais em volta da cidade (Traje á Vianesa ou de Lavradeira) de meados do século XIX a meados do século XX, e que hoje ainda perdura nos ranchos folclóricos e nas romarias, especialmente na romaria da Senhora da Agonia.
Há três cores predominantes nos trajes da lavradeira vienesa: vermelho, verde e o azul-escuro ou traje de dó, que seria usado em épocas de desgosto, tristeza…
A cor elucidava sobre a região, e a ocasião de uso definia-o como de trabalho, de domingar, de feirar, de festa; os materiais eram a lã e o linho que as próprias mulheres/raparigas cuidavam e preparavam até ao produto final, desde cuidar das ovelhas que lhes davam a lã e semear o linho até transformá-lo (lã e linho) no fio que elas próprias tingiam com anilinas compradas nas drogarias ou, se calhar, com plantas, e teciam no tear caseiro (aqueles bordados lindíssimos dos belos aventais era feito no próprio tear, puxando os fios), para depois ser costurado. 
Tem também uma coleção de outras peças de vestuário em cotim e outros materiais, vendedeiras de doces, alfaias agrícolas, utensílios usados no ciclo do linho, tem no segundo piso, do lado esquerdo, um grande painel dedicado a homenagear Amadeu Alberto Lima, etnógrafo e investigador dedicado ao estudo e divulgação da cultura tradicional de Viana. 
Há no primeiro piso a sala do ouro (segundo a informação do guia foi o cofre do banco que ali funcionou) que nos mostra uma bela coleção de peças em ouro lindíssimas, resultante de doações e de aquisições feitas pela Câmara Municipal, onde também podemos apreciar diversas ferramentas usadas na ourivesaria.

Muito mais havia a dizer sobre o que pode ser visto no Museu do Traje de Viana, mas o texto já vai grande. Fiquemos por aqui. Valeu a pena.
E, nesse tempo, S. Pedro fechou as torneiras do céu, o que nos deu a liberdade de caminharmos sem guarda-chuva, irmos comer uma "bola de berlim" ao Natário, dar um passeio até à beira rio e inundarmos a alma da beleza de Viana da beira-rio: muito bonita. 

IAESM/03/05/23 I


quinta-feira, 27 de abril de 2023

 FESTA DE FIM DE PERÍODO

Como habitualmente, também este ano o segundo período no IAESM terminou com uma Missa de refrigério pelos associados e associadas já falecidos na Igreja Matriz...





... e um almoço de confraternização no Restaurante "OS ARCOS"


Assim se cumpriu a tradição do nosso Instituto:
Foram lembrados os que já  partiram e celebrados os presentes com alegria e amizade.





segunda-feira, 6 de março de 2023

FESTA DE ANIVERSÁRIOS

Dezembro, Janeiro e Fevereiro 

Mais uma tarde de delicioso convívio e amizade aconteceu hoje, dia 24 de fevereiro, no IAESM: festejaram-se os aniversariantes dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro.

Houve riso, muito riso, provocado pelas anedotas brejeiras e bem interpretadas com que nos presentearam os nossos atores e atrizes; houve a emoção do fado cantado pelas fadistas da casa; houve boa música, alegre, bem popular, e bem interpretada pelo nosso acordeonista Joaquim Carvalho e cantada pela assembleia; cantaram-se os parabéns aos aniversariantes presentes e ausentes e, por fim, conviveu-se em volta da mesa repleta de “miminhos”, doces e salgados, de que as associadas e os associados se fizeram acompanhar e o bolo de aniversário oferecido pelo nosso IAESM.

Tudo isto coordenado pelo nosso vice-presidente, que não se poupou a esforços e ainda nos surpreendeu com uma sala primorosamente decorada (secretamente), para o que se deslocou à Sede, da parte de manhã, com um dos associados mais ativos e sempre disponível e pronto a ajudar.

O bem-haja de todos nós, IAESM, pelo seu carinho e dedicação. 

Foi uma festa bonita. Foi uma terapia fantástica que muito beneficiou cada um de nós.

 

É assim o IAESM!


quarta-feira, 1 de março de 2023

 VISITA   DE   ESTUDO 

PALÁCIO   DO   RAIO 

Hoje, dia 24de Fevereiro, o IAESM partiu de autocarro para Braga, às 14:00 horas, com destino ao Palácio do Raio para concretizar uma visita de estudo guiada, que tínhamos marcada para as 15:00 horas e que foi de grande valia para nós, pelo que podemos observar e aprender, e pelo convívio que nos proporcionou.
O Palácio do Raio, também conhecido por Casa do Mexicano, é um edifício em estilo barroco dos finais do século XVIII (1772-1775). Foi mandado construir por João Duarte Faria, um poderoso comerciante bracarense, sob planta do arquiteto André Soares. É composto por dois pisos que se abrem em onze janelas com molduras em granito lavrado, ao estilo barroco joanino, na sua fachada frontal. 
As janelas do primeiro piso têm balcões em ferro forjado. Exteriormente é todo revestido a azulejos azuis.
Do vestíbulo parte uma imponente e bela escadaria com as laterais revestidas a azulejos azuis e brancos até meia altura, que nos leva a encarar frontalmente a estátua do mexicano, centrada entre dois vitrais na parede em frente, a olhar-nos sobranceira do alto da sua imponência; aí, volta-se, qual boomerang, abre-se em duas e, subindo uma pela esquerda, outra pela direita, levam-nos ao varandim, do qual se abre uma porta de cada lado que dão acesso às diversas salas a visitar.
Atualmente o Palácio do Raio é o “Centro Interpretativo das Memórias da Santa Casa da Misericórdia de Braga”. Aí expõe um espólio variado, nomeadamente pintura religiosa e outra, escultura religiosa, ourivesaria, passos da liturgia, utensílios de culto especialmente de procissões, frascos de botica de tinturas diversa e outros vasos de farmácia para fazer as pomadas e outro tipo de medicação, vários utensílios hospitalares, uma balança de dois pratos com os respetivos pesos, cerâmicas, etc. Tem uma sala dedicada aos beneméritos e provedores da Misericórdia de Braga, entre os quais o Arcebispo D. Diogo de Sousa, que foi o fundador do Hospital de S. Marcos em 1508 “para reunir num só lugar todos pequenos serviços prestados pelas gafarias” e da da Santa Casa da Misericórdia de Braga, em 1513, dedicada a prestar serviços aos mais desfavorecidos; em 1558 constituiu a Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Braga.
 O Visconde do Raio
A primeira sala, situada no piso inferior, é dedicada ao engenheiro/arquiteto Carlos Amarante, bracarense com vasta obra por terras do norte de Portugal, entre as quais a Igreja do Hospital de S. Marcos, a André Soares, igualmente bracarense, que foi, como já se disse, o arquiteto do Palácio e de outros monumentos importantes, nomeadamente a capela de Santa Maria Madalena na Falperra,  e ao Visconde do Raio, Miguel José Raio, também Visconde de S. Lázaro (um bracarense que fez fortuna por terras de Vera Cruz) e comprou o Palácio em 1395. 
E, para que o seu palácio fosse mais visível e para construir casas para as filhas, abriu uma rua em frente e construiu uma casa de cada lado da rua. Porém, por sua morte, os herdeiros, devido a dificuldades económicas, entregaram-no ao Banco do Minho, que o vendeu à Santa Casa da Misericórdia de Braga. Foram então instalados aí alguns serviços do Hospital de S. Marcos e aí funcionaram por vários anos, alguns em regime de aluguer ao Ministério da Saúde. 
Com a entrada em funcionamento do novo Hospital de Braga, o Hospital de S. Marcos foi desativado, e o Palácio do Raio voltou à posse da Misericórdia em 2012 e foi restaurado. E em 2015 passou, então, a “Centro Interpretativo das Memórias da Santa Casa da Misericórdia de Braga”.
Imagem do site da Câmara Municipal de Braga
Na rua aberta pelo Visconde do Raio em frente ao Palácio, do lado direito, tivemos (um pequeno grupo) ocasião de visitar um santuário rupestre, do século I, associado ao culto da água, a que é dado o nome de Fonte do Ídolo.
IAESM - 24-02-2023

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

 

FESTA DE CARNAVAL 

                                                                                                             A FESTA DE CARNAVAL


O Carnaval está aí. 
Finalmente sem entraves ao direito de brincar, está aí com toda a sua irreverência e folia.

“É Carnaval, ninguém leva a mal.” E por este Portugal afora abundam os cortejos carnavalescos das escolas, das freguesias, dos concelhos, das escolas de samba, os bailes e os concursos de máscaras, os caretos, os tambores…
As ruas enchem-se de alegria, música, movimento e cor. E ainda mais, este ano, com este tempo magnífico.


Também o IAESM festejou o Carnaval, com muita alegria, no dia 17 de Fevereiro.
Graças aos nossos atores e atrizes, que nos brindaram com pequenas rábulas teatrais repletas de humor, as gargalhadas saíram francas, espontâneas e com energia, da plateia deleitada. Gargalhadas saídas de dentro, que libertam as nossas células das toxinas que, pouco a pouco, se vão acumulando no organismo e vão minando o caminho para a doença, instalando-a com todos os seus efeitos perniciosos na nossa qualidade de vida.
Houve ainda quem fizesse “o gosto ao pé” ao som de música gravada apropriada para a época, e a festa terminou em volta da mesa e dos petiscos que a cobriam. 
Depois, pouco a pouco, cada um regressou a sua casa, mais leve, mais saudável, mais feliz.
Foi mais uma deliciosa tarde de muita alegria e amizade passada neste nosso espaço de convívio, cultura, solidariedade e amizade.

O nosso bem-haja ao nosso grupo de teatro e aos seus mentores, que no-la proporcionaram.

IAESM, 18/12/2023