terça-feira, 6 de junho de 2023

VISITA DE ESTUDO

MUSEU DE BILROS, ALFÂNDEGA  RÉGIA, NAU QUINHENTISTA 

VILA DO CONDE


Hoje, 26/05/2023, os Associados do IAESM têm encontro marcado junto ao Templo do Senhor da Cruz, às 14 horas. 
Daí partiremos num autocarro de 55 lugares para uma visita guiada ao Museu das Rendas de Bilros, à Alfândega Régia e à Nau Quinhentista, marcada para as 15:00 horas, em Vila do Conde.
Houve quem não cumprisse pontualmente o horário e o autocarro partiu ligeiramente atrasado, condicionando o início das visitas que, adicionado à chuva com que S. Pedro nos saudou à chegada, nos subtraiu uma parte importante do que estava programado: não foi cumprida a visita à Nau Quinhentista. Chovia torrencialmente quando o autocarro parou para deixar a metade do grupo (27 pessoas) que começou pela Alfândega Régia, a qual incluía a Nau, encharcada. Seria perigoso fazer a visita nessas condições. Quando veio a outra metade do grupo já estava seca, mas não havia tempo.
 Na Alfândega Régia

Ficaram, com disse, 27 pessoas na Alfândega e as restantes 28, nas quais me incluí, seguimos para o Museu das Rendas de Bilros.

A maior renda do mundo

Depois de deixarmos o autocarro caminhámos ainda algumas dezenas de metros, até que na rua de S. Bento, nº 70, um solar do século XVIII abriu para nós uma bonita coleção de belos exemplares (antigos e atuais) dessa belíssima e secular arte de dedilhar os bilros. Entre os quais um véu de noiva no qual trabalharam sete rendilheiras durante seis meses; e, a forrar uma espécie de túnel, em vidro ou acrílico (não verifiquei), em forma de paralelepípedo, a maior renda do mundo. Essa, dos nossos dias. De 2018 (se a memória não me atraiçoa) constituída por 437 quadrados coloridos, com motivos diversos (marítimos e outros), confecionada por cerca de cem rendilheiras durante um ano. 
Inscritos nas paredes do edifício há vários painéis que contam a história dessa arte rendilheira secular na cidade, seus momentos de expansão e de retraimento, sua importância na economia familiar e da cidade… 
Enfim,  falam da importância que essa arte vem tendo, com altos e baixos, nesta cidade portuária, desde a era quinhentista.
Não se conhece a sua origem, mas sendo Vila do Conde uma terra de marinheiros, mercadores e construtores navais (dado o grande movimento de chegadas e partidas de barcos especialmente provenientes do norte da Europa, na era de quinhentos), pensa-se que terá sido trazida por mercadores e marinheiros, da região da Flandres, nessa época. 
Porém, seja qual for o lugar de onde chegou, enraizou-se aqui e foi importante na economia das famílias. E é muito bonita. É fascinante ver a agilidade com que as rendilheiras dedilham os bilros, mudam os alfinetes no pontilhado, cruzam as linhas e vão tecendo a renda sobre a almofada; e criam assim peças lindíssimas. Claro que começam muito novinhas, o que ajuda. 
Uma com quem conversei, contou-me que sendo a filha mais nova de dez irmãos, a escola de rendilheiras funcionou para si como um ATL: de manhã ia para a escola e, de tarde, as irmãs iam pô-la nas rendilheiras.
O Museu das Rendas de Bilros foi instalado neste edifício do século XVII, em 1991. Além dos bonitos exemplares desta arte de rendilhar, expõe também todos os materiais e utensílios usados na sua execução. 
Na sala/escola tem uma coleção de almofadas de escolas estrangeira com as quais se relaciona.
Uma almofada com os bilros e o trabalho que a rendilheira tem em mãos

Em Portugal há outro polo de renda de bilros, em Peniche, o que reforça a ideia de ter sido uma arte trazida por marinheiro e mercadores.
Terminamos a nossa visita aqui. É a nossa vez de visitarmos a Alfândega Régia e, a outra metade do grupo, o Museu. Eles chegam e nós partimos para lá.
Caminhando algumas dezenas de metros, ao desembocar na Praça da Alfândega, uma imagem me cativa olhar:  uma réplica de uma nau quinhentista (aí fundeada desde 2007) borda o céu azul com os seus mastros despidos de velas; e lá está o cesto da gávea, a meio da metade superior do mastro do centro, para onde eram enviados os marinheiros que se portavam mal ou quando se queria verificar se havia terra à vista. 
Logo ali ao lado, a Alfândega Régia, criada por carta régia de D. João II em 24 de Fevereiro de 1487, visto o porto de Vila do Conde ter grande movimento de entrada e saída de barcos carregados de mercadorias que, por não haver quaisquer oficiais alfandegários para os cobrar, não pagavam os impostos reais, abre-nos a portas. E tivemos aí uma teórica e longa lição história, por uma guia fluente no assunto, que procurava imprimir alguma graça à narrativa com alguns apartes; mas não deixou de ser uma longa lição teórica sobre a vida a bordo de uma nau de quinhentos: a miséria, a dor e o sofrimento da tripulação. 
Faltou-lhe o complemento mais prático. 
Faltou-lhe a visita à nau, onde são visíveis os compartimentos dedicados a cada a ação, o que daria outra força às palavras. 
A criação da Alfândega Real de Vila do Conde deu origem a alguma fricção com as freiras do Mosteiro de Santa Clara que, possuidoras de uma Alfândega Senhorial, reclamavam os direitos sobre as mercadorias entradas pela barra do Ave. Só alguns anos mais tarde D. João III consegue resolver a questão, atribuindo uma renda anual de 250 000 reais ao Mosteiro de Santa Clara, pela cedência dos direitos da Alfândega Senhorial.
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Foi uma belíssima tarde de aprendizagem e convívio, que deixou o nosso IAESM mais rico em conhecimento, mais jovem, mais saudável e amigo. 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                   IAESM,Junho/2023
* Algumas das fotografias, são imagens isentas de direitos de autor, da Internet

terça-feira, 16 de maio de 2023

“ Conversas… às Segundas na 4ª”

Os 140 anos dos Bombeiros Voluntários de Barcelos

Sob o pretexto dos 140 anos que os Bombeiros Voluntários de Barcelos comemoram este anos, as três ultimas sessões de “ Conversas… às Segundas na 4ª”, versaram a temática “Bombeiros Voluntários”.
O preletor, o nosso associado e colaborador António Sousa, que todos os meses nos premeia com uma sessão bem esquematizada e de cuidada apresentação sobre temas culturais, em especial do património barcelense (mas não só), começou por fazer uma resenha histórica do nascimento dos Bombeiros Voluntários em Portugal, para depois falar aprofundadamente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Barcelos.
O serviço de bombeiros terá tido o seu início em Lisboa, em 1395, por publicação de uma carta régia de D. João I, que determinava que pregoeiros andassem pelas ruas a alertar a população para o perigo dos incêndios e que os carpinteiros e calafates e outros artífices acorressem com os seus machados a combater os incêndios que deflagravam com frequência (as casas eram de madeira, o aquecimento e o serviço de cozinha funcionavam à base de lenha), e as mulheres carregassem cântaros de água para os apagar. 
Assim foi criado o primeiro “Serviço de Incêndios” em Lisboa.
Mais tarde, em 1678, houve uma reavaliação desse serviço e foram criados três armazéns para guardar as ferramentas usadas no combate aos incêndios; depois apareceram as primeiras bombas para tirar a água, muito pesadas e de difícil transporte, depois as bombas a vapor…, mas é já no século XIX que na Câmara de Lisboa se faz o primeiro alistamento. Alguns anos mais tarde 1868 é criada a primeira Companhia de Bombeiros Voluntários de Lisboa que, mais tarde, passa a Real Associação de Bombeiros Voluntários de Lisboa.
Mas os incêndios não ocorrem apenas em Lisboa. Ocorrem igualmente por todo o país. E por todo país se vão criando serviços mais ou menos organizados para acudir aos incêndios.
Barcelos sentiu também essa necessidade. E, em 1793, a Câmara Municipal compra duas bombas para apagar os incêndios; em 1827 é implantada a “Companhia da Bomba” e quando ocorria algum incêndio corria-se a buscar a bomba e perdia-se imenso tempo. 
Em 1852 a Família Real visita Barcelos na Festa das Cruzes e é vítima de um incêndio. É então que, a 4 de agosto de 1883, é constituída uma comissão instaladora da Associação dos Bombeiros Voluntários de Barcelos, cujo fim principal é o socorro em caso de incêndio. A 9 de Agosto desse ano são aprovados os Estatutos e nomeados os Corpos Gerentes. Sebastião António Gonçalves de Oliveira é nomeado Presidente e Comandante e António Gonçalves da Cruz é nomeado segundo Comandante.
No dia 06/01/84, Dia da Corporação, é inaugurada a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Barcelos, que recebe da Câmara Municipal todo o espólio da Companhia da Bomba e um subsídio. Instala o seu quartel em 1897 numa casa comprada e adaptada do largo Dr. José Novais, onde permanece até Outubro 1980, quando inaugura o edifício que hoje ocupa.

Assim nasce a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Barcelos, que ao longo destes 140 anos muito cresceu e recebeu inúmeras condecorações e louvores pelos vastos e meritórios serviços humanitários que tem prestado à comunidade.

Um  grande bem-haja a todos os Bombeiros Voluntários, que tando dão de si - quantas vezes a própria vida - em benefício do outro.
IAESM, 16/05/23

quinta-feira, 4 de maio de 2023

 

FESTA DE ANIVERSÁRIOS 

28/04/2923


Mais uma belíssima tarde de convívio e amizade, animada pelos nossos grupos Tuna/Cordofones e Danças e Cantares e pelo nosso acordeonista Joaquim Carvalho, aconteceu, hoje, neste espaço da família IAESM: festejaram-se os aniversariantes de Março e Abril com muita amizade, muito convívio, muita alegria e uma mesa repleta de petiscos (doces e salgados) de que nos fizemos acompanhar para enriquecer a mesa comum, à volta da qual todos convivemos com muita amizade.

IAESM, 04/052023

quarta-feira, 3 de maio de 2023

 

VISITA DE ESTUDO

21/04/2023

A tarde deste dia foi preenchida com uma visita de estudo, atividade que consideramos ser uma forma muito enriquecedora de adquirir cultura combinada com convívio.

A saída estava marcada para a 14:00 horas junto ao Templo do Senhor da Cruz. E, apesar de S. Pedro ter aberto as torneiras do céu com abundância, o horário foi mais ou menos cumprido. Pouco depois das duas da tarde rodávamos em direção a Viana do Castelo (onde tínhamos uma visita guiada ao Museu do Traje), num autocarro de 55 lugares repleto.  

Mesmo debaixo de chuva, que atrapalha sempre qualquer passeio, mas, especialmente, sendo em grupo (isto de abrir e fechar o guarda chuva e cuidar de não pingar o vizinho ou espetar-lhe uma vareta nos olhos atrapalha um pouco), mas tudo correu bem e foi muito agradável entrar no átrio do museu, onde a exuberância dos belos e coloridos trajes das lavradeiras vianesas, com os seus lenços traçados e o peito profusamente ornamentado de ouro, e o guia para nos acompanhar e elucidar sobre o que íamos vendo, nos saudaram.

...do site do museu

O Museu do Traje de Viana do Castelo fica na Praça da República, num prédio de gaveto construído entre 1954 e 1958 onde funcionou uma delegação do Banco de Portugal até 1996. Em 1997 a Câmara Municipal de Viana do Castelo adquiriu-o e foi criado um museu dedicado, especialmente, à exposição permanente dos trajes regionais da região de Viana, com especial ênfase para o traje usado pela raparigas mulheres das regiões rurais em volta da cidade (Traje á Vianesa ou de Lavradeira) de meados do século XIX a meados do século XX, e que hoje ainda perdura nos ranchos folclóricos e nas romarias, especialmente na romaria da Senhora da Agonia.
Há três cores predominantes nos trajes da lavradeira vienesa: vermelho, verde e o azul-escuro ou traje de dó, que seria usado em épocas de desgosto, tristeza…
A cor elucidava sobre a região, e a ocasião de uso definia-o como de trabalho, de domingar, de feirar, de festa; os materiais eram a lã e o linho que as próprias mulheres/raparigas cuidavam e preparavam até ao produto final, desde cuidar das ovelhas que lhes davam a lã e semear o linho até transformá-lo (lã e linho) no fio que elas próprias tingiam com anilinas compradas nas drogarias ou, se calhar, com plantas, e teciam no tear caseiro (aqueles bordados lindíssimos dos belos aventais era feito no próprio tear, puxando os fios), para depois ser costurado. 
Tem também uma coleção de outras peças de vestuário em cotim e outros materiais, vendedeiras de doces, alfaias agrícolas, utensílios usados no ciclo do linho, tem no segundo piso, do lado esquerdo, um grande painel dedicado a homenagear Amadeu Alberto Lima, etnógrafo e investigador dedicado ao estudo e divulgação da cultura tradicional de Viana. 
Há no primeiro piso a sala do ouro (segundo a informação do guia foi o cofre do banco que ali funcionou) que nos mostra uma bela coleção de peças em ouro lindíssimas, resultante de doações e de aquisições feitas pela Câmara Municipal, onde também podemos apreciar diversas ferramentas usadas na ourivesaria.

Muito mais havia a dizer sobre o que pode ser visto no Museu do Traje de Viana, mas o texto já vai grande. Fiquemos por aqui. Valeu a pena.
E, nesse tempo, S. Pedro fechou as torneiras do céu, o que nos deu a liberdade de caminharmos sem guarda-chuva, irmos comer uma "bola de berlim" ao Natário, dar um passeio até à beira rio e inundarmos a alma da beleza de Viana da beira-rio: muito bonita. 

IAESM/03/05/23 I


quinta-feira, 27 de abril de 2023

 FESTA DE FIM DE PERÍODO

Como habitualmente, também este ano o segundo período no IAESM terminou com uma Missa de refrigério pelos associados e associadas já falecidos na Igreja Matriz...





... e um almoço de confraternização no Restaurante "OS ARCOS"


Assim se cumpriu a tradição do nosso Instituto:
Foram lembrados os que já  partiram e celebrados os presentes com alegria e amizade.





segunda-feira, 6 de março de 2023

FESTA DE ANIVERSÁRIOS

Dezembro, Janeiro e Fevereiro 

Mais uma tarde de delicioso convívio e amizade aconteceu hoje, dia 24 de fevereiro, no IAESM: festejaram-se os aniversariantes dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro.

Houve riso, muito riso, provocado pelas anedotas brejeiras e bem interpretadas com que nos presentearam os nossos atores e atrizes; houve a emoção do fado cantado pelas fadistas da casa; houve boa música, alegre, bem popular, e bem interpretada pelo nosso acordeonista Joaquim Carvalho e cantada pela assembleia; cantaram-se os parabéns aos aniversariantes presentes e ausentes e, por fim, conviveu-se em volta da mesa repleta de “miminhos”, doces e salgados, de que as associadas e os associados se fizeram acompanhar e o bolo de aniversário oferecido pelo nosso IAESM.

Tudo isto coordenado pelo nosso vice-presidente, que não se poupou a esforços e ainda nos surpreendeu com uma sala primorosamente decorada (secretamente), para o que se deslocou à Sede, da parte de manhã, com um dos associados mais ativos e sempre disponível e pronto a ajudar.

O bem-haja de todos nós, IAESM, pelo seu carinho e dedicação. 

Foi uma festa bonita. Foi uma terapia fantástica que muito beneficiou cada um de nós.

 

É assim o IAESM!


quarta-feira, 1 de março de 2023

 VISITA   DE   ESTUDO 

PALÁCIO   DO   RAIO 

Hoje, dia 24de Fevereiro, o IAESM partiu de autocarro para Braga, às 14:00 horas, com destino ao Palácio do Raio para concretizar uma visita de estudo guiada, que tínhamos marcada para as 15:00 horas e que foi de grande valia para nós, pelo que podemos observar e aprender, e pelo convívio que nos proporcionou.
O Palácio do Raio, também conhecido por Casa do Mexicano, é um edifício em estilo barroco dos finais do século XVIII (1772-1775). Foi mandado construir por João Duarte Faria, um poderoso comerciante bracarense, sob planta do arquiteto André Soares. É composto por dois pisos que se abrem em onze janelas com molduras em granito lavrado, ao estilo barroco joanino, na sua fachada frontal. 
As janelas do primeiro piso têm balcões em ferro forjado. Exteriormente é todo revestido a azulejos azuis.
Do vestíbulo parte uma imponente e bela escadaria com as laterais revestidas a azulejos azuis e brancos até meia altura, que nos leva a encarar frontalmente a estátua do mexicano, centrada entre dois vitrais na parede em frente, a olhar-nos sobranceira do alto da sua imponência; aí, volta-se, qual boomerang, abre-se em duas e, subindo uma pela esquerda, outra pela direita, levam-nos ao varandim, do qual se abre uma porta de cada lado que dão acesso às diversas salas a visitar.
Atualmente o Palácio do Raio é o “Centro Interpretativo das Memórias da Santa Casa da Misericórdia de Braga”. Aí expõe um espólio variado, nomeadamente pintura religiosa e outra, escultura religiosa, ourivesaria, passos da liturgia, utensílios de culto especialmente de procissões, frascos de botica de tinturas diversa e outros vasos de farmácia para fazer as pomadas e outro tipo de medicação, vários utensílios hospitalares, uma balança de dois pratos com os respetivos pesos, cerâmicas, etc. Tem uma sala dedicada aos beneméritos e provedores da Misericórdia de Braga, entre os quais o Arcebispo D. Diogo de Sousa, que foi o fundador do Hospital de S. Marcos em 1508 “para reunir num só lugar todos pequenos serviços prestados pelas gafarias” e da da Santa Casa da Misericórdia de Braga, em 1513, dedicada a prestar serviços aos mais desfavorecidos; em 1558 constituiu a Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Braga.
 O Visconde do Raio
A primeira sala, situada no piso inferior, é dedicada ao engenheiro/arquiteto Carlos Amarante, bracarense com vasta obra por terras do norte de Portugal, entre as quais a Igreja do Hospital de S. Marcos, a André Soares, igualmente bracarense, que foi, como já se disse, o arquiteto do Palácio e de outros monumentos importantes, nomeadamente a capela de Santa Maria Madalena na Falperra,  e ao Visconde do Raio, Miguel José Raio, também Visconde de S. Lázaro (um bracarense que fez fortuna por terras de Vera Cruz) e comprou o Palácio em 1395. 
E, para que o seu palácio fosse mais visível e para construir casas para as filhas, abriu uma rua em frente e construiu uma casa de cada lado da rua. Porém, por sua morte, os herdeiros, devido a dificuldades económicas, entregaram-no ao Banco do Minho, que o vendeu à Santa Casa da Misericórdia de Braga. Foram então instalados aí alguns serviços do Hospital de S. Marcos e aí funcionaram por vários anos, alguns em regime de aluguer ao Ministério da Saúde. 
Com a entrada em funcionamento do novo Hospital de Braga, o Hospital de S. Marcos foi desativado, e o Palácio do Raio voltou à posse da Misericórdia em 2012 e foi restaurado. E em 2015 passou, então, a “Centro Interpretativo das Memórias da Santa Casa da Misericórdia de Braga”.
Imagem do site da Câmara Municipal de Braga
Na rua aberta pelo Visconde do Raio em frente ao Palácio, do lado direito, tivemos (um pequeno grupo) ocasião de visitar um santuário rupestre, do século I, associado ao culto da água, a que é dado o nome de Fonte do Ídolo.
IAESM - 24-02-2023

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

 

FESTA DE CARNAVAL 

                                                                                                             A FESTA DE CARNAVAL


O Carnaval está aí. 
Finalmente sem entraves ao direito de brincar, está aí com toda a sua irreverência e folia.

“É Carnaval, ninguém leva a mal.” E por este Portugal afora abundam os cortejos carnavalescos das escolas, das freguesias, dos concelhos, das escolas de samba, os bailes e os concursos de máscaras, os caretos, os tambores…
As ruas enchem-se de alegria, música, movimento e cor. E ainda mais, este ano, com este tempo magnífico.


Também o IAESM festejou o Carnaval, com muita alegria, no dia 17 de Fevereiro.
Graças aos nossos atores e atrizes, que nos brindaram com pequenas rábulas teatrais repletas de humor, as gargalhadas saíram francas, espontâneas e com energia, da plateia deleitada. Gargalhadas saídas de dentro, que libertam as nossas células das toxinas que, pouco a pouco, se vão acumulando no organismo e vão minando o caminho para a doença, instalando-a com todos os seus efeitos perniciosos na nossa qualidade de vida.
Houve ainda quem fizesse “o gosto ao pé” ao som de música gravada apropriada para a época, e a festa terminou em volta da mesa e dos petiscos que a cobriam. 
Depois, pouco a pouco, cada um regressou a sua casa, mais leve, mais saudável, mais feliz.
Foi mais uma deliciosa tarde de muita alegria e amizade passada neste nosso espaço de convívio, cultura, solidariedade e amizade.

O nosso bem-haja ao nosso grupo de teatro e aos seus mentores, que no-la proporcionaram.

IAESM, 18/12/2023

sábado, 14 de janeiro de 2023

 

FESTEJARAM-SE OS REIS NO LARGO DO BAIRRO

INTERCÂMBIO GERACIONAL

 

Sob o impulso do OPEN B (Oportunidades, Parcerias e Empreendorismo, Núcleo de Barcelos) nosso vizinho no bairro, hoje, dia 12 de Janeiro, aconteceu um momento muito bonito de intercâmbio geracional entre o IAESM (através do seu Grupo Cordofones/Tuna) e o Infantário João Duarte, no Largo do nosso Bairro: festejaram-se os Reis.

Os pequenos reis chegaram ao largo cinzento, triste e iluminaram-no com as suas coroas vermelhas e douraras e as suas capas encarnadas. Deram-lhe ar de festa com o colorido da sua indumentária e o seu encanto natural de crianças saudáveis ativas e curiosas. Atributos que foram acrescentados da sabedoria e da experiência do grupo de Cordofones/Tuna com os seus cachecóis azuis, as suas pautas e instrumentos. 
O largo perdeu de vez o seu ar taciturno e vestiu-se definitivamente de festa. Especialmente quando começaram a difundir-se pelo ar as primeiras notas dos instrumentos e o timbre das vozes da tuna, dando início ao pequeno reportório preparado para este encontro.

Em volta, as janelas dos prédios preencheram-se de olhos e ouvidos atentos, e os pequenos reis acompanharam o ritmo das canções com palmas e movimentos ritmados do corpo. Até que chegou o momento de atuarem para nós. 
Fizeram-no com brio, com uma canção muito bonita, coreografada, e muito bem ensaiada. Encantaram.
Parabéns às Educadoras, que tão bem desempenham a sua missão de preparar estas crianças para caminharem pela vida.
No fim houve bolo-rei e bebidas.
O Associado António Sousa fez a reportagem do momento.

Parabéns e gratidão ao OPEN B pela organização destes encontros qua a todos enriquecem.

IAESM
12/01/2023

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

FESTA DE REIS

O Instituto Autodidata de Estudos Superiores do Minho (IAESM) iniciou o segundo período do Ano Letivo 2022/23, com a celebração da Festa de Reis.

Houve anedotas, houve  a atuação de alguns elementos do Grupo de Cordofones /Tuna, houve  música de acordeão  e houve convívio em volta do bolo-rei e de outros petiscos trazidos pelos associados. 




Foi mais uma bonita tarde de convívio e amizade.
O ano letivo continuará o seu ritmo normal a partir da próxima segunda-feira, dia 09 de janeiro de 2023.

.FELIZ ANO 2023! 




segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

 PARTIU O ANO VELHO , 

CHEGOU O ANO NOVO.


Que venha com saúde e traga a Paz, a Alegria, a União, a Solidariedade e o AMOR no seu alforge.


E, COM ELE, CHEGOU O REÍNÍCIO  DAS  ATIVIDADES  DO IAESM

Imagem da Internet

É já na próxima sexta-feira, dia 06/01/2023.

VAMOS FESTEJAR O DIA DE REIS!

Iaesm, 02/01/2023


 Conversas… às Segundas na 4ª

Imagem da Internet

A nossa última aula de “ Conversas… às Segundas na 4ª”, no dia 28 de novembro de 2022, trouxe-nos a história da emblemática Casa do Menino Deus, em Barcelos (pela qual já passaram milhares de crianças barcelenses), que nasceu - tendo em atenção o que nos contam alguns livros - do sonho, da religiosidade e da determinação e constância de uma escrava, de nome Vitória de Jesus, Irmã Terceira de S. Francisco.

A escrava Vitória trabalhava na rua Direita, na mercearia de senhor Ferreira Gomes, mais conhecido por “Bugalho”, seu amo, e era muito devota do Menino Deus, do qual obtinha muitas graças. As freguesas começaram a pedir-lhe que intercedesse por elas junto do Menino. Até que um dia conseguiu obter uma imagem do Menino Deus e pediu ao seu amo que a colocasse num nicho na mercearia. As freguesas começaram a rogar a sua graça Divina para os problemas que as afligiam, e a serem ouvidas. As ofertas ao Menino principiaram a cair na mercearia cada vez em maior abundância; e a imagem foi então colocada na Capela da Ordem Terceira na Igreja Matriz. Mas as ofertas tomaram tais proporções, que a escrava Vitória sentiu necessidade de construir um templo que acolhesse o Menino. Escreveu ao Arcebispo de Braga, D. Rodrigo Moura Teles, a pedir a respetiva licença no dia 31 de Maio de 1721. 
Entretanto a fama do Menino continuava a crescer e as esmolas chegavam cada vez em maior número e quantidade. Vitória sente que deve ser construído algo mais que uma simples capela; mas o espaço inicialmente escolhido no Campo da Feira é pequeno. Então, um dia, ao passar pelo local onde está situada a Casa do Menino Deus, tem uma visão: o Menino diz-lhe que a sua casa será ali. E a 21 de Dezembro de 1726 é criada a Confraria do Menino Deus da Vitória com sede na Igreja do Bom Jesus da Cruz. Porém só em 1728 se assina o primeiro contrato entre a confraria e um grupo de pedreiros, carpinteiros, ferreiros…
Completadas as obras da Igreja, esta é benzida no dia 23 de setembro de 1933. Quatro dias depois o Menino é levado para a sua nova morada. E, dois anos depois, no dia 12 de Setembro, de 1935, morre Vitória de Jesus, mas deixa um projeto de estatutos para o Recolhimento, que recebe as primeiras recolhidas em 1740, e ficam sob a direção de outras três que vieram de Arrifana de Sousa, na região de Penafiel.
A escrava Vitória morre, mas a sua obra continuou e continua viva e a prestar inestimáveis serviços na educação e formação de crianças e jovens, órfãos e outros, pelos tempos afora.

Atualmente tem em funcionamento um lar da infância e juventude para 45 crianças e jovens do sexo feminino; uma creche com capacidade para 90 crianças dos 4 meses aos 3 anos; tem ensino pré-escolar para 175 crianças; ATL para 100 crianças do 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico, e o Colégio Casa Menino Deus com 192 crianças do Ensino Básico.
A obra continua.

IAESM, 03/01/2023

 O  A N I V E R S Á R I O

É terça-feira, 29 de Novembro de 2022. 

É dia de festa: o IAESM faz anos.

PARABÉNS IAESM!
PARABÉNS ANIVERSARIANTES DE NOVEMBRO!  

Passaram-se já 27 anos desde aquele dia em que um grupo de amigas aposentadas, maioritariamente professoras, e um bibliotecário decidiram constituírem-se em associação particular de solidariedade, sem fins lucrativos, com objetivos culturais e solidários, proporcionando um envelhecimento ativo, físico, intelecto e culturalmente, às pessoas aposentadas, mediante o pagamento de uma joia de inscrição e de uma pequena quota anual. Todos os associados incluindo os responsáveis pelos órgãos diretivos, professores e colaboradores, eram sujeitos à mesma joia e à mesma quota. Mais tarde, por regulamento interno da direção, os professores e os colaboradores foram isentados desse pagamento. 
Toda a atividade dentro da associação era e é baseada na troca solidária de saberes. Ninguém jamais recebeu ou recebe pagamento por qualquer atividade exercida. Cada um dá o que tem em si e recebe do outro o que ele tem para dar. E é assim que  Instituto Autodidata de Estudos Superiores do Minho anda há 27 anos a distribuir amizade, alegria, convívio, saberes, cultura e solidariedade. Dentro e fora de portas.
É com muita alegria e muito orgulho que festejamos hoje, dia 29 de Novembro, o seu aniversário com fado,  fado/canção, música de acordeão, anedotas, leitura de poesia, música cavaquinhos, bolo de aniversário, champanhe e petiscos diversos.

Houve alegria, convívio e amizade: a nossa tradição. 
E a nossa gratidão vai para esse pequeno grupo de duas dezenas de pessoas, do qual restam apenas duas, que há 27 anos o fundaram; uma das quais já completou 92 anos e é presente todos os dias entre nós, com o seu sorriso alegre e o seu rosto bonito e sempre, sempre bem disposta. 
Mas nesta terça-feira, dia 29, não festejámos apenas o IAESM; festejámos também os associados que nasceram no mês de novembro.

PARABÉNS IAESM E TODOS OS SEUS ASSOCIADOS!


quarta-feira, 23 de novembro de 2022

 SAÚDE


Hoje,  dia 14 de novembro, Dia Mundial da Diabetes, é o dia ideal para falarmos da nossa disciplina  de Saúde e  da nossa associada, Dr.ª Laura Pliego, médica, que a ministra. 

Durante as duas últimas aulas falou-nos precisamente da diabetes, essa doença metabólica, crónica, que consiste no aumento do açúcar no sangue devido à não produção ou à produção insuficiente de insulina pelo pâncreas.  

Falou-nos da história da doença alertando-nos para as graves consequências da diabetes, quando descontrolada, a nível da saúde dos olhos, do coração, dos rins, do cérebro, da circulação e da saúde em geral. Uma diabetes descontrolada provoca danos graves nos órgãos vitais do nosso organismo, ocasionando muito sofrimento e a morte precoce. No entanto, o diabético pode ter uma vida praticamente normal e viver uma velhice saudável, se conhecer a sua diabetes e a mantiver controlada. Quase 70 por cento dos casos diabéticos são controlados com a mudança do estilo de vida e da alimentação, dispensando a medicação. Uma alimentação saudável, à base de alimentos vegetais, poucos hidratos de carbono, poucas ou nenhumas gorduras saturadas, pouco ou nenhum álcool, carnes magras, peixe, repartida em pequenas quantidades, ao longo do dia, por cinco ou seis refeições  e exercício físico, é a maneira menos dispendiosa e mais saudável de controlar a diabetes e a saúde em geral. "Somos o que comemos" é uma expressão, que tem muito de verdadeira no controle e prevenção de muitas doenças.

A diabetes é mais prevalente nos homens e atinge uma grande percentagem da população mundial, especialmente nos países industrializados. Estima-se que haja 463 milhões de diabéticos no mundo, de idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos. Portugal é dos países da União Europeia com maior percentagem de diabéticos, tendo à volta de 13,3%  da população compreendida entre essas idades com a doença diagnosticada; mas estima-se que haja muitos mais por diagnosticar. Sendo uma doença mais ou menos silenciosa, que vai minando o organismo sem grandes sintomas, só é diagnosticada quando a pessoa vai ao médico por qualquer outra razão e, nas análises de rotina que habitualmente o médico pede, em que inclui sempre o doseamento da glicemia, se faz o diagnóstico da doença.  Há porém alguns sintomas que nos podem alertar para ela e que nos devem levar a procurar o médico: muita sede e urinar muito. É um dos sintomas que provoca.

Há dois tipos de diabetes mais comuns: a diabetes Tipo I (normalmente aparece em pessoas mais jovens e em crianças e é tratada com insulina), e a diabetes Tipo II, que aparece por volta da meia idade (atualmente, devido ao estilo de alimentação e ao sedentarismo, começa a aparecer até em crianças e em pessoas mais jovens). É essa a que pode ser controlada (ou mesmo evitar que se desencadeie) com o exercício e uma alimentação saudável.

                                                                                                           IAESM, novembro/2022 



segunda-feira, 14 de novembro de 2022

 O DIA DE S. MARTINHO


Assim como o jovem cavaleiro romano, que partiu a sua capa em dois pedaços para partilhar com enregelado pedinte com quem cruzou o caminho naquele gélido dia de inverno, também os associados do IAESM partilharam entre si, a alegria, a amizade e os deliciosos petiscos de que cada um se fez acompanhar e colocou sobre as mesas, que em breve tomaram o aspeto de dois deliciosos bouquets de aromáticos petiscos.

E o convívio começou. E começou bem, com as anedotas do vice-presidente, Adolfo Batista, que provocaram a gargalhada franca de toda a plateia; depois cantamos acompanhados por um grupo do nosso Grupo de Cordofones. E, por último, convivemos em volta das mesas, 
nas quais não faltaram as castanhas assadas, quentinhas, oferecidas pelo IAESM.
Cantamos, rimos e convivemos. Foi mais uma tarde deliciosa, vivida com alegria e amizade, neste nosso espaço de cultura, partilha e amizade.
E no fim, não acabou. Muitos/as Associados/as começaram a sair; mas um grupo continuo
com os cantares populares, acompanhados pela viola, o bandolim e alguns cavaquinhos. Era já noite quando fechamos a porta.
                                                                                                                  IAESM - 11/11/2022



quinta-feira, 3 de novembro de 2022

 PARABÉNS  A VOCÊ 

Mais num convívio aconteceu no nosso Instituto.
Festejaram-se os aniversariantes do mês de outubro no passado dia 31, segunda-feira. Houve fados, houve cantares populares, houve anedotas, cantaram-se os parabéns, partiu-se o bolo e conviveu-se em volta da mesa recheada de petiscos trazidos pelos associados para partilhar.
Cultivou-se a alegria, a solidariedade, a amizade e também um pouco de cultura; e esse é o lema que orienta o nosso Instituto.

IAESM, 03/10/2022