sexta-feira, 31 de maio de 2019



VISITA AO NÚCLEO MUSEOLÓGICO

 DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA BARCELOS

Inserido nas comemorações dos 519 anos da Misericórdia de Barcelos, hoje dia 31 de maio de 2019, foi instituído dia aberto.
Quer isto dizer que, durante este dia, a comunidade tem a oportunidade de fazer uma visita guiada ao núcleo museológico da instituição, em grupos de 15 elementos no máximo, em horário pré determinado, mediante inscrição.
Foi dado conhecimento dessa oportunidade ao IAESM e doze de nós aproveitámo-la. Em boa hora. Ficámos deveras impressionados com o espólio museológico de que a Santa Casa da Misericórdia de Barcelos é detentora e pela maneira organizada e cuidada que está exposto: mobiliário, arte sacra, documentos – alguns muito antigos - nomeadamente “Uma portaria de D. Manuel I de 12 de Março de 1521, determinando a extinção de um hospital de lázaros, manda entregar as suas rendas à Misericórdia.vii”, artesanato, pintura, alguma cerâmica, e o próprio edifício  para onde foi trasladada em 1838, que foi o Convento de S. Francisco,
Fomos acompanhados na visita pela Vice-provedora, Drª Manuela Dantas, que manifestou o seu agrado em receber-nos; pelo Irmão Mesário, Professor Ilídio, que nos fez uma resenha histórica das Misericórdias, em particular da de Barcelos, e da sua acção na comunidade; e pela Secretária Geral, Sílvia Carvalho, que nos falou das valências em funcionamento atualmente e nos guiou os passos e falou do espólio exposto ao longo dos espaços percorridos.
A eles a nossa gratidão. 
Bem-haja pela simpatia e atenção com que nos receberam e nos abriram as portas dessa tão digna e prestigiosa instituição da cidade de Barcelos.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

VISITA DE ESTUDO - 18/05/2019


Treze horas, Senhor da Cruz: o autocarro de cinquenta e cinco lugares, com marcação lotada, começa a encher-se. Há, porém, quem à última hora, por razões imprevistas, não compareça, e seguem três lugares vagos.
A visita guiada ao Palácio da Bolsa, no Porto - monumento do nosso património arquitectónico, muito bonito – está marcada para as catorze e trinta horas. E não pode haver atrasos dignos de nota, sob pena de ser anulada. Mas tudo correu como estava determinado. À hora marcada, o grupo entrava pela porta do palácio para dar início à visita. 
Cumprida a rotina de ingresso, iniciou-se a mesma, cerceada de uma parte importante, tendo em conta o seu significado: o Pátio das Nações, ornamentado junto ao tecto, em toda a volta, com os escudos dos países com os quais Portugal mantinha, à época, relações comerciais.  Ocupado por um evento, não estava disponível para visitas, e esta  limitou-se as salas do piso superior.
O Palácio da Bolsa foi mandado construir pelos mercadores portuenses sobre as ruínas do Mosteiro de S. Francisco, concedidas à Associação Comercial do Porto pela Rainha D. Maria II para esse fim. 
Todo o mosteiro havia sido destruído num incêndio, à exceção da igreja (a Igreja de S. Francisco), que ainda lá está colada à parte traseira do Palácio da Bolsa, mas fechada ao culto. É muito rica em talha dourada e, atualmente, é aberta ao público apenas como museu. 
Todo o edifício do Palácio da Bolsa é magnífico e mostra bem a determinação e a vontade dos mercadores portuenses em afirmarem o seu poder económico perante os seus confrades nacionais e estrangeiros. Desde a escadaria, com lindíssimos florais em granito, às salas visitáveis e ao trabalho delicadíssimo de algum do seu mobiliário, tudo é digno de ser admirado. Mas, no Salão Árabe, nada ficou ao acaso. Minucioso e rico nos seus arabescos ornamentais, é digno de um conto de fadas. Pela sua admirável acústica fazem-se aí atualmente bonitos espetáculos de música clássica.
O lançamento da primeira pedra  deste belíssimo monumento da capital nortenha aconteceu no dia 6 de Outubro de 1842.
 Finda a visita ao palácio, lanchar na Ribeira de Gaia a admirar a Ribeira do Porto era o apogeu previsto para esse fim-de-tarde. Porém o vento encarregou-se de tornar esse momento menos confortável; mas julgamos que, apesar desses pequenos percalços, foi uma tarde de convívio e cultura, que a todos beneficiou a nível físico, psíquico e emocional.