quinta-feira, 1 de novembro de 2018

CONVERSAS ÀS SEGUNDAS, NA QUARTA



Hoje caminhámos pela toponímia da cidade Barcelos, graças à pesquisa do sócio e colaborador António Sousa. Nas suas “CONVERSAS ÀS SEGUNDAS, NA QUARTA”, que acontecem na quarta segunda-feira de cada mês, este mês encaminhou-nos pelas vidas das personalidades ilustres que cederam os seus nomes às vias que circulam pelo corpo urbano desta cidade. E, assim, partindo da Sede do nosso Instituto na rua (que mais parece praça) Sellés Pais, espreitámos a vida de Joaquim Sellés Paes de Villas Boas, nascido em Madrid a 11 de Fevereiro de 1913 e falecido em Lisboa a 14 de Maio de 1991. Foi oficial do exército, etnógrafo, arqueólogo, crítico de arte, colecionador, etc. Foi o promotor do atual Museu de Olaria de Barcelos ao oferecer à Câmara Municipal uma coleção de mais de setecentas peças da olaria barcelense, que recolheu, identificou e catalogou.

Daí caminhámos para a Praça Costa Leite. O nome foi-lhe cedido por Manuel Costa Leite, 1º Visconde de Oliveira. Nascido em Barcelos a 12 de Abril de 1813, faleceu no Porto a 18 de Setembro de 1896. Foi médico ginecologista e grande benfeitor da Santa Casa de Barcelos.

Seguimos para a Rua Gonçalves Torres, pintor e retratista barcelense. Nasceu em Areias de Vilar a 6 de Maio de 1909 e faleceu em Braga a 3 de fevereiro de 1987. Produziu cenários para peças de teatro, caricaturas para jornais, cartazes, folhetos para as Festas das Cruzes, etc.

Prosseguimos pela Rua D. Maria José Novais, senhora de grande cultura, muito dedicada à solidariedade e à benemerência. Nasceu em Silveiros, Barcelos, a 29 de abril de 1896, e faleceu a 1 de janeiro de 1982. Foi Deputada e Vereadora da Câmara Municipal do Porto. Fundou a Escola do Serviço Social do Porto, o Abrigo de Nossa Senhora da Esperança, para mulheres idosas, doentes incuráveis. Em Barcelos fundou a Casa de Santa Maria. Foi agraciada pelo Governo com a Comenda da Ordem de Benemerência e foi a primeira mulher a receber a Medalha de Ouro da cidade do Porto

Dirigimo-nos agora à rua Padre Lamela, cujo nome lhe foi cedido por Bonifácio Elias Lamela, que nasceu em Barcelos a 11 de novembro de 1878 e faleceu a 9 de fevereiro de 1966. Foi padre, capelão da Confraria de Nossa Senhora do Terço, proprietário do jornal “Deus e Pátria", e fundador do Círculo Católico Operário de Barcelos e da JOC – Juventude Católica Portuguesa.

De seguida entrámos pela avenida D. Nuno Álvares Pereira e pela vida desse grande Herói da batalha de Aljubarrota, decisiva na Guerra da Independência contra os espanhóis, durante a crise de1383-1385. Foi também conhecido por Santo Condestável. Nasceu a 24 de junho de 1360, em Cernache de Bonjardim (?), concelho de Sertã, e faleceu no Convento do Carmo, em Lisboa, no dia 1 de abril de 1431, para onde se retirou, onde se fez carmelita e viveu durante os últimos anos da sua vida. Entre outros títulos nobiliárquicos, foi 2º Condestável do Reino, 7º Conde de Barcelos, 2º Conde de Arraiolos e 3º Conde de Ourém. Beatificado em 23 de janeiro de 1918, sob o nome Beato Nuno se Santa Maria, foi canonizado a 26 de abril de 2009.

Passámos à Rua Pedro de Barcelos e entrámos na vida do navegador Pedro de Barcelos ou Pedro Mariz Pinheiro (sem prova documental), que lhe deu o nome. Nasceu em Barcelos em meados do séc. XV e faleceu na Vila da Praia, Açores, a 10 de Abril de 1507. Foi escudeiro, navegador e pioneiro na exploração da costa do continente americano, e descobridor da Gronelândia.
 Planisfério de Cantino - imagem da Wikipédia

Essa expedição está bem representada no Mapa Cantino de 1502.


Seguimos pela rua Felgueiras Gayo, que deve o seu nome a Manuel José da Costa de Felgueiras Gayo. Nasceu em Barcelos a 25 de junho de 1750 e faleceu em Vitorino de Piães, Ponte de Lima, a 21 de novembro de 1830. Foi juiz em Barcelos, e foi um notável Linhagista ou Genealogista (como quisermos dizer) com uma obra em 33 volumes que deixou à Santa Casa da Misericórdia de Barcelos. Foi também vereador da Câmara Municipal de Barcelos.

Entramos agora na avenida Paulo Felisberto. O nome deve-o a Paulo Felisberto Peixoto Fonseca, nascido em Barcelos no dia 14 de dezembro de 1864 e faleceu no Rio de Janeiro, a 3 de novembro de 1947, para onde foi com apenas 12 anos. Estabeleceu-se no comércio aos 18 anos e fez grande fortuna. Casou com uma brasileira, mas não teve descendentes. Fez grandes doações tanto a Portugal como ao Brasil, e Barcelos deve-lhe a construção da Cadeia Nova e a remodelação da Cadeia Velha. Em Portugal foi condecorado com a Grã-cruz da Benemerência da Ordem da Instrução e Benemerência e, no Brasil, com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.

Chegamos à Avenida João Duarte e daí à Travessa com o mesmo nome. Receberam-nos de João Duarte Veloso, que nasceu em Barcelos a 19 de Março de 1888 e faleceu no Porto a 18 de Março de 1966. Foi, como sabemos, o grande precursor da Indústria Têxtil em Barcelos, fundador das fábricas Fiação, Barcelense e Tebe, que foram a grande escola onde se formaram quase todos os empreendedores da Indústria Têxtil da região de Barcelos, que teve grande peso na Indústria Têxtil Nacional no séc. XX. Mas também fundou as fábrica de S. Brás e a do Amial, no Porto, e da Fil em Leça do Balio.

E eis-nos na rua João Nepomuceno. Recebeu o seu nome do Dr. João Nepomuceno Pereira da Fonseca e Silva Veloso, Senhor da Casa de Torre de Moldes, em Remelhe, casado com D. Francisca Isabel Cabral Limpo Brito Guerreiro de Aboim, de Aljustrel. Foi Juiz de Fora, e foi Ouvidor da Comarca de Barcelos. Aquando das invasões francesas foi acusado de jacobino e, portanto, traidor, tendo sido fuzilado em Arcos de Valdevez. Por sentença do Tribunal da Relação do Porto, de 15 de Março de 1810, a sua memória foi reabilitada, e foi reconhecido que a sua influência pessoal e o exercício do seu cargo livrou a vila de Barcelos dos vexames que os invasores infligiram às terras invadidas, sendo-lhe reconhecidas as suas altas qualidades de cidadão, amante da sua pátria, defendendo-a e prestando-lhe valiosos serviços.

Como a hora já vai adiantada, e o cansaço já pesa, completaremos o percurso na próxima “Conversas à Segunda, na Quarta”


quinta-feira, 25 de outubro de 2018

VISITA DE ESTUDO AO MUSEU DO BRINQUEDO PORTUGUÊS EM PONTE DE LIMA


Os olhos iluminam-se na luz que ilumina o dia e na bordadura do caminho que se faz e nos leva ao Museu do Brinquedo Português, em Ponte de Lima, onde ingressámos na máquina do tempo e, numa corrida para trás, recuamos ao tempo mágico da infância de pelo menos três gerações: a dos nossos pais, a nossa e a dos nossos filhos.
Seguindo a trajetória evolutiva do brinquedo, passeamos nele pelo tempo e pelos materiais que foram sido utilizados e aí estão representados desde os finais da segunda metade do século XIX até 1986, e vão desde a madeira ao plástico, passando pela folha de flandres, pasta de papel, trapo, alumínio, etc. E assim podemos ver os baldinhos de praia em madeira, folha de flandres e plástico; as bonecas em trapo, pasta de papel e plástico; os fogões as máquinas de costura, os ferros de engomar a brasas de carvão, em folha de flandres e em plástico; as mobílias, os carros, as trotinetes, os camiões, os piões, os soldadinhos de chumbo, os aviões, os barcos… São centenas ou, se calhar, milhares de brinquedos ali expostos, que nos conduzem pelos caminhos da infância e nos trazem lembranças dos brinquedos que tivemos, das traquinices e brincadeiras que fizemos e dos amigos que nos acompanharam nesses tempos de crescimento, tão importantes na formação do ser humano. É uma coleção particular e pertence ao senhor Carlos Anjo, com o qual a Câmara Municipal de Ponte de Lima estabeleceu um protocolo instalando o Museu do Brinquedo Português, na casa do Arnado, na margem direita do rio Lima, junto à ponte romana. Abriu ao público em 2012.
Esse senhor é funcionário da justiça e conseguiu este grande espólio percorrendo as fábricas de brinquedos que foram falindo, os bazares, as feiras, etc.
Finda a visita atravessámos as duas pontes que atravessam o rio Lima neste local e, passando para a sua margem esquerda, passámos um delicioso fim de tarde a lanchar, em amena cavaqueira, usufruindo do cenário delicioso das margens do Lima iluminadas pelo sol radioso que iluminou o dia.
Julgo poder dizer que foi mais uma tarde de convívio e boa disposição, de que muito beneficiou a nossa saúde psíquica e, consequentemente, a física também.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

ANIVERSÁRIOS DE JULHO, AGOSTO E SETEMBRO




Mais uma tarde de saudável convívio, polvilhado com uns pozinhos de cultura, aconteceu no IAESM, ontem, dia 1 de Outubro.
Houve anedotas, poesia e fado, e o alegre convívio à roda da mesa repleta com os variados petiscos que cada um levou para repartir com todos. 
Foi a Festa de Aniversário dos sócios que festejaram o seu Aniversário nos meses de julho, agosto e setembro.
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DUARTE PACHECO


 Retomamos as conversas em setembro. Não com um tema local, mas nacional.
Desta vez falamos sobre Duarte Pacheco. Figura ímpar no panorama governativo português, apelidado por muitos, como o homem que modernizou Portugal.
Ficamos a saber que Duarte Pacheco nasceu em Loulé, a 19 de abril de 1999, tendo falecido num desastre de viação a 16 de novembro de 1943.
Foi um homem de um dinamismo fora do comum. Senão vejamos: com 27 anos assume a direção do Instituto Superior Técnico em Lisboa. Logo de seguida propõe a construção de novas instalações para o Instituto, tendo-o inaugurado 4 anos depois.
Entretanto tinha passado pelo governo como Ministro da Instrução Pública.
De 1932 a 1936, então já como ministro das Obras Públicas e Comunicações, determina a publicação de mais de 600 diplomas que dão azo a um ambicioso projeto de modernização do país.
É criado o Comissariado para o Desemprego, de modo a que mão-de-obra desocupada pudesse servir para a construção de novos edifícios. Assim, desenvolve um extenso plano de construções, escolares, rodoviárias, marítimas, ferroviárias e aéreas, de saúde, as telecomunicações e os Correios, a criação da Emissora Nacional, um programa de restauros dos monumentos nacionais, de modo que fosse valorizado o passado cultural e histórico do país.
Para a realização de tão ambicioso projeto contou, para além do apoio do executivo, então liderado por Oliveira Salazar, de um vastíssimo apoio de arquitetos, engenheiros, e técnicos de norte a sul de Portugal.
Foi pois, pelo seu dinamismo, inteligência e resiliência, um exemplar governante de que Portugal se tem que orgulhar.


quinta-feira, 4 de outubro de 2018


A imagem pode conter: texto
cartaz da autoria da Professora Matilde Luiz
Está reativada a disciplina de Trabalhos, denominada agora de Trabalhos Manuais, que abrangerá várias áreas. Nomeadamente: costura, trabalhos de colagem em tecido, confeção de bonecos, e muito mais. 
O ensino/aprendizagem destas matérias implica a intervenção de várias sócias, que solidariamente se dispõem  a partilhar os seus saberes. Para elas o nosso bem-haja.

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sábado, 15 de setembro de 2018

ACABARAM-SE AS FÉRIAS

Pois é! Acabaram-se as férias.
É já na segunda-feira que nos reencontraremos para matar saudades e recomeçarmos as atividades e convívios, tão benéficos à nossa saúde mental e física. E quem vai abrir a porta, logo às nove e meia (da manhã, claro!), é o nosso grupo dos cordofones. Prosseguiremos depois às 15 horas com as cadeiras habituais de segunda-feira, tendo em conta a semana do mês.

domingo, 1 de julho de 2018

A FESTA DOS ANIVERSARIANTES DE JUNHO E FECHO DO PERÍODO



A festa dos aniversariantes de junho fechou as atividades deste período no IAESM.

Anedotas, mais ou menos picantes, teatralizadas ou simplesmente contadas por quem tem o dom para a “coisa”, e pequenas rábulas despertaram as gargalhadas espontâneas e saudáveis de toda a assistência; a poesia lida ou declamada despertou outra espécie de emoções, igualmente geradoras de saúde e bem-estar nos protagonistas e na assistência, e a música e o fado/canção na linda voz, jovem e bem timbrada, de uma das nossas associadas acompanhada à viola braguesa pelo sócio José Maria, e na voz do sócio Jorge Guedes acompanhado pelo seu cavaquinho fizeram também as delícias da assistência, que participou, animada, com batimento de palmas e fazendo coro em algumas canções.
Depois, como habitualmente, cantaram-se os parabéns e saudaram-se os aniversariantes que, em conjunto, apagaram as velas no pequeno bolo de aniversário e conviveu-se alegremente à volta da mesa e dos petiscos de que cada associado se fez acompanhar.
Foi mais uma tarde bem passada a fechar com chave de ouro as atividades deste período no nosso Instituto, que abrirá durante o mês de julho, às segundas e terças-feiras para atividades de convívio e entretenimento para os associados/as que queiram aparecer, e fechará durante o mês de agosto.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

O PASSEIO ANUAL DO IAESM


Os associados do IAESM e alguns amigos, num total de 78 pessoas, saíram de Barcelos de autocarro no dia 26 de junho por volta das 7:15 horas em direção à bonita cidade de Aveiro - a Veneza portuguesa, como é conhecida – no cumprimento do programa preestabelecido no âmbito do seu habitual passeio anual.





O programa começou por um passeio pelos quatro canais da ria para metade do grupo distribuído por dois saleiros (o barco saleiro ou mercantel é um barco um pouco maior que o moliceiro, usado antigamente na ria para o transporte do sal e de outros produtos), levando cada um o mestre e um/uma guia, que ao longo do percurso nos falaram dos edifícios, monumentos ou símbolos que tiveram alguma função ou foram detentores de alguma história ou interesse para os homens do mar de outros tempos, assim como a sua função, importância ou significado nos tempos atuais; e estou a lembrar-me da ponte da amizade repleta de fitas e de laços, ou da ponte em homenagem à peixeira e ao maremoto com a estátua de uma numa das pontas e a do outro na outra, assim como dos edifícios marginais à bonita baía.
 E enquanto essa metade fez o passeio na ria, a outra foi levada para o “Zeca”, onde fez uma prova dos sabores de Aveiro: ovos-moles, raivas e bolacha americana, com refrescos de chá verde ou de groselha, adoçados com mel, seguida de uma prova de “licor de alguidar”, apresentado sob três sabores: tangerina, menta e morango. Mas, antes da prova, ouviu as histórias que lhe deram origem. E, embora não tenha retido a história dos licores na vida dos aveirenses de antigamente, guardei o seu moderno renascer, que nos conduz para a expressão “Deus corta direito por linhas tortas." 
Por ser uma história de sucesso e de esperança, que pode servir de incentivo e semente de ideias para outros, aqui fica em poucas palavras:
Há poucos anos (dois, segundo a informação), num casal de Professores com quatro filhos, só o marido conseguiu colocação. E tendo ambos ascendência ligada aos homens do mar, resolveram “desenterrar” o antigo licor de alguidar. Começaram com três sabores: tangerina, menta e morango. Em boa hora o fizeram. Apresentaram dois deles num concurso na Rússia e ambos foram premiados: o de tangerina com o primeiro lugar e o de menta com o segundo.  
Ora com a avalanche turística em Portugal atualmente, o negócio vai “de-vento-em-popa”.
Também a história dos ovos-moles é interessante: como a maioria dos bons doces portugueses, nasceram no convento. E foram resultado da grande quantidade gemas que as freiras juntavam devido ao uso das claras para engomarem os hábitos. 
Não sabendo como gastar as gemas, começaram a adicionar-lhes açúcar e verificaram que o açúcar as conservava por bastante tempo. Como também faziam as hóstias para as missas, resolveram envolver pequenas quantidades dessas gemas com açúcar em pedacinhos de hóstia. E, assim, passo a passo, foram aperfeiçoando esses pequenos invólucros, dando-lhe formas ligadas a utensílios da faina marítima. 
Nasceram assim os famosos ovos-moles de Aveiro, que não devem ser guardados no frigorífico e podem conservar-se perfeitamente três a quatro semanas fora dele.
Depois deste passeio docinho pelos sabores de Aveiro, este grupo foi fazer o passeio de barco, enquanto o outro fez a prova de sabores.
De novo todo o grupojunto, entrou nos autocarros e partiu em direção ao restaurante “XL”, onde cada um comeu o que mais lhe agradou de entre as diversas iguarias expostas. Julgo que terá sido a contento de todos. A escolha foi variada.
De regresso ao centro da cidade iniciamos a visita ao Museu de Santa Joana, ou Museu de Aveiro, a funcionar no antigo Mosteiro de Jesus, que foi  construído na segunda metade do século XV para acolher a Ordem Dominicana feminina.  
Em 1472 a Princesa Santa Joana, filha de D. Afonso V, irmã de D. João II e Regente do Reino enquanto seu pai e seu irmão combateram em África, recolheu-se ao mosteiro  e aí tomou o hábito das Dominicanas e levou uma vida de santidade, tendo sido beatificada em 1693. 
Daí ser conhecido por Museu de Santa Joana.
Para a visita ao museu fomos distribuídos por quatro grupos orientados cada um por sua guia, e percorremos os vários espaços desse majestoso e riquíssimo edifício, que funcionou também como colégio de Santa Joana após a extinção das ordens religiosas em Portugal. Fechado aquando da implantação da República foi entregue à Câmara Municipal de Aveiro. Esta transformou-o em museu em 1911. 
 Sofreu várias obras de conservação e melhoramento ao longo dos tempos, mas mantém ainda incorporadas estruturas do antigo mosteiro.
Neste museu há duas vertentes a serem exploradas: a vertente monumental e o espólio,  riquíssimo e variado, especialmente em arte sacra: pintura, escultura, talha, cerâmica, etc., proveniente do antigo mosteiro e de várias igrejas e casas religiosas da região de Aveiro e do país, disposto por várias salas, .
Embora não muito grande, a Igreja de Jesus, em estilo barroco, é também uma jóia riquíssima deste museu. É toda revestida em talha dourada e azulejaria portuguesa. Mas também o coro alto, riquíssimo em pintura e talha, agarra a olhar do visitante que vagueia perdido entre as paredes e o tecto. Tem um órgão pequeno com o qual as freiras acompanhavam as suas orações que, restaurado, ainda hoje funciona; e sobre a grade do coro um Crucificado, careca, aconchega o visitante no olhar doce e terno com que o segue.
No coro baixo ou interior está o túmulo de Santa Joana em mármore multicolor, esculpido ao gosto italiano, tendo à frente, em cima, a coroa da Princesa com uma palma encostada pelo interior.
Bastante cansativa dada a média de idades do grupo, foi, quanto a mim, uma visita culturalmente muito compensadora.
De novo nos autocarros seguimos para o Museu Marítimo de Ílhavo detentor de uma temática diferente, mas igualmente bonito e culturalmente importante.
Tivemos aí a oportunidade de observar a réplica de um bacalhoeiro e todos os apetrechos usados na faina do bacalhau e o modo como viviam os pescadores durante o tempo que durava a faina. Apreciamos também uma belíssima colecção de conchas, doada ao museu por um amigo do fundador, miniaturas e gravuras dos diversos barcos tradicionais portugueses, diferentes utensílios de marear e, por ultimo, diversos aquários onde nadam bacalhaus.
Este visita, bastante mais leve e descontraída,  foi também transmissora de muitos saberes.
Programa cumprido, restava-nos o regresso. 
Entrámos então nos autocarros e seguimos em direcção a Vila da Feira, onde fizemos uma pequena paragem para lanchar. 
Seguimos depois para Barcelos, onde chegámos ainda com sol cansados, mas felizes e enriquecidos pelo conhecimento adquirido mas, sobretudo, pelo convívio e alegria com que vivemos este dia, sob os auspícios favoráveis do tempo, que nos bafejou com uma temperatura apropriada.




segunda-feira, 25 de junho de 2018

OS SANTOS POPULARES




A convite do Centro da Cruz Vermelha de Macieira de Rates - que aceitamos com muita alegria - no dia 22 de junho o  IAESM participou  com o seu grupo das marchas no evento Santos Populares, organizado no âmbito das atividades do GOI (Grupo Operativo dos Idosos).
Fomos o primeiro grupo a atuar, e os nossos marchantes encheram de alegria e de cor o grande espaço do pavilhão municipal de Barcelos, perante o olhar aprovador de algumas dezenas de idosos, que aplaudiram com entusiasmo, a organização do evento e a Drª Armandina Saleiro, Vice-presidente da Câmara Municipal de Barcelos.  
O acordeão do senhor Joaquim Carvalho com o cavaquinho do senhor José Maria, os ferrinhos e a pandeireta impuseram o ritmo às vozes e ritmo e movimento aos marchantes numa coreografia cheia de movimento, colorido e alegria. 
Parabéns à orientadora e a todo o grupo. Com o sua criatividade e trabalho criam uma imagem viva de alegria, entusiasmo e solidariedade. E assim é feita a imagem do IAESM na sociedade barcelense. 
Também a organização do evento nos parece  merecedora do nosso aplauso, pela evidência do chamado envelhecimento ativo,  gerador de saúde e bem-estar. 
Parabéns para a organização. 

quinta-feira, 14 de junho de 2018

O GRUPO DE DANÇAS E CANTARES NA RECOVERY



Desta vez o Grupo de Danças  e Cantares do IAESM levou a sua bagagem cheia de alegria, cor, música e movimento aos utentes da Recovery, uma Associação sem fins lucrativos, que atua no âmbito da saúde mental, à qual nos liga um protocolo assinado entre as duas instituições.
Foi mais um pequeno passo facilitador da interação destes utentes com o meio e a sociedade, que o IAESM lhes quis, com prazer, ajudar a dar . 

segunda-feira, 11 de junho de 2018

AS MARCHAS DE SANTO ANTÓNIO

S. Pedro portou-se mal na noite de S. António em Barcelos: abriu as torneiras do céu quando os marchantes, felizes por poderem expressar a sua criatividade e a sua arte e proporcionarem um espetáculo bem popular, cheio de alegria e beleza, desfilavam pelas ruas da cidade.
Não foste amigo, S. Pedro! Investiram  o seu tempo, entregaram-se entusiasmados ao trabalho durante semanas, e todo esse trabalho acabou diluído na água  com que lhes inundaste os passos, e entre os guarda-chuva dos que, estoicamente, se mantiveram a ver a atuação das marchas. 
Foste mauzinho, S. Pedro! 
O grupo do IAESM foi um dos que galhardamente desfilou  pelas ruas da cidade e em frente à Tribuna na Igreja de Santo,  a exemplo do que faz há vários anos. E, claro, como qualquer outro, sentiu-se defraudado e triste; mas, ao mesmo tempo, vitorioso. Cumpriu com galhardia o que se tinha proposto. Todo o grupo está de parabéns. Parabéns a todos os elementos que estoicamente se mantiveram firmes no propósito de desfilarem mesmo debaixo de chuva.
E vai um aplauso e um agradecimento muito especial para a Ensaiadora, a associada Matilde Luiz, pela sua criatividade e entrega. Sempre incansável no desejo de levar o IAESM mais além, é também, todos os anos, a criadora dos fatos que vestem os elementos do grupo, bem como da coreografia.
E também para o nosso operador de Câmara, o associado Carlos Pereira, que não há chuva que o impeça de colher belas imagens, vai um grande aplauso e a gratidão de todo o IAESM.
Parabéns ao Grupo das Marchas do  IAESM!


domingo, 10 de junho de 2018

É bom quando as nossas ações são reconhecidas como meritórias. 
Apraz-me postar no nosso blog este agradecimento do Centro Social da Cruz Vermelha de Macieira de Rates, e também convite para uma atuação a nível mais amplo no pavilhão municipal.


"Bom dia!
Vimos mais uma vez agradecer o vosso contributo na dinamização da tarde recreativa que proporcionaram aos nossos utentes! A vossa vinda ao nosso centro é sempre bem acolhida por todos e cada vez mais desejada. Um bem haja a todos vós por nos proporcionarem tão bons momentos.
Como bem sabem o trabalho que desenvolvem connosco é dignificante para os nossos utentes e assim gostaríamos de replicar e de mostrar o vosso trabalho a outras instituições que ainda não vos conhecem.
Em conjunto com outras instituições, estamos a preparar uma tarde recreativa para comemoração dos santos populares, no âmbito das atividades do GOI(Grupo Operativo dos Idosos) que gostaríamos contar com a vossa presença. Temos conhecimento que vão participar no dia 9 de Junho nas marchas de Santo António e desde já queríamos convidar-vos a mostrar essa atuação nesta tarde recreativa onde contaremos com cerca de 300 pessoas das instituições do concelho de barcelos. Será no dia 22 de Junho pelas 14h30 no pavilhão municipal junto ao parque da cidade.
Gostaríamos muito de contar com a vossa presença e incluir-vos no nosso programa. Assim, necessitamos de uma resposta com a maior brevidade possível.
Estamos ao dispor para qualquer eventualidade e mais informações,"



Ao dispor,

Com os melhores cumprimentos,
Ana Rita Jordão

Descrição: logo CH



252 959 000/300 


domingo, 3 de junho de 2018

O GRUPO DE CORDOFONES DO IAESM EM MACIEIRA DE RATES

No dia trinta de junho o IAESM saiu mais uma vez para a comunidade.
Desta vez deslocou-se ao Centro  da Cruz Vermelha de Macieira de Rates com o  seu Grupo de Cordofones, orientado pelo sócio/professor José Maria. Fê-lo a convite desta Instituição de Solidariedade Social, para atuar para os seus utentes. O que fez com brilho e entusiasmo. Cada elemento oferecendo o melhor de si com a alegria que enche a alma de quem se dá ao outro, apenas pelo desejo de lhe proporcionar momentos de  bem-estar, sem esperar nada em troca.
Parabéns ao Grupo de Cordofones e ao seu Professor!