quarta-feira, 12 de junho de 2024

 FESTA DE ANIVERSÁRIOS - ABRIL E MAIO


Tic Tac... Tic Tac... Tic Tac...
segundo atrás de segundo
a vida segue o seu rumo.
Ao som do tic tac
somam-se os segundos, os minutos, 
as horas, os dias, os meses e os anos.
E,  assim, pelo trilho da vida,
vamos caminhando ano após ano.
Os nossos aniversariantes de abril e maio, venceram mais um ano na caminhada das suas vidas, festejado por todos nós, com gratidão, muita alegria, muita amizade e muita festa. Houve música, poesia, fado e muito mais; houve bolo de aniversário e uma mesa recheada de bons petiscos. 
Houve anedotas e riso, muito riso: a terapia mais económica e a que tem melhor efeito na nossa saúde e no nosso bem-estar.
IAESM. 11/06/24









 A OBESIDADE

CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS


Na última aula de Saúde deste ano letivo a nossa professora, a Dr.ª Laura, alertou-nos para as graves consequências da obesidade.
Antigamente não se cuidava a obesidade como uma doença. E até se dizia: “gordura é formosura”. A pessoa gordinha, rechonchuda, bem rosadinha é que era bonita. Especialmente sendo mulher. Assim como os bebés: “ai que bebé bonito... tão gordinho...
E agora sabe-se que a gordura não é saudável. Não é bom que os bebés sejam gordos. 
Um bebé gordinho será um adulto gordo. 
A obesidade é uma doença com consequências graves para a saúde pessoal e para a saúde económica do país. É a base de muitas outras doenças, causadoras de muito sofrimento, muita despesa e muito tempo perdido a correr para os médicos. Doenças osteoarticulares, cardiovasculares, hipertensão, apneia do sono, litíase biliar, depressão, algumas formas de cancro, diabetes, arteriosclerose…, são, quase sempre, resultantes da obesidade.
Genericamente falando a obesidade é devida à ingestão de mais calorias do que as que consumimos. As sobrantes vão-se acumulando e criando a massa adiposa do nosso corpo que, se nada for feito, vai sendo mais… e mais… e mais. 
Nos homens centra-se sobretudo no abdómen; nas mulheres estende-se pelo corpo todo. 
A medida da cintura é uma medida importante e a ter em conta: a gordura mais grave é a visceral. Para o homem a medida ideal da cintura são 94cm; para a mulher 80cm.
Imagem da Internet
Há fatores variados (metabólicos, genéticos, comportamentais, psicológicos, culturais…) que condicionam a obesidade e o comportamento alimentar, que nem sempre são fáceis de controlar.  E, para muitas famílias, o preço dos alimentos é o primeiro condicionante. Especialmente o preço do peixe, da carne, dos legumes, das hortaliças, dos frutos. Um prato de arroz, ou de massa, ou de batatas enche a barriga e fica bem mais económico. Outras pessoas têm um metabolismo tão pouco exigente que engordam com bem pouco; outras ainda, ansiosas, comem, comem, sem sequer se aperceberem da quantidade alimentos que ingerem. Há famílias gordinhas (todos os elementos são gordinhos); possivelmente haverá   uma razão genética, ou então cultural e comportamental de terem simplesmente o hábito enraizado de usarem refeições mais calóricas, ou porque  cozinhadas de determinado modo (por cultura ou hábito), que as torna mais calóricas, ou pelos próprios alimentos que escolhem.  Os hábitos são difíceis de abandonar.
“Somos o que comemos” é uma frase feita, um chavão, mas encerra muita verdadeira. O que comemos condiciona, e muito, o nosso bem-estar e a nossa saúde. 
Há que aprender, ou reaprender a escolher os nossos alimentos do dia-a-dia, a forma como os cozinhamos e o modo como comemos, para termos melhor saúde e sermos mais felizes.

Imagem da Internet

 Regras de uma boa alimentação:

- Não permaneça muito tempo sem comer;
- Não encha demasiado o estômago;
- Varie o mais possível a sua alimentação;
- Coma de forma pausada, em bocados pequenos;
- Aumente os produtos hortícolas e as frutas nas suas refeições;
- Inclua leguminosas (grão-de-bico, ervilhas, feijões, lentilhas, favas) e legumes de cor vermelha e roxa nas suas refeições; 
- Consuma cereais integrais;
- Tome sempre o pequeno-almoço;
- A sopa de legumes, comida no início das refeições, não pode ser dispensada. É essencial.
- Evite alimentos com gordura saturada: fritos e enchidos;
Limite o consumo do açúcar, sal, bebidas alcoólicas, café e chá;
- Não use alimentos pré confecionados;
- Coma devagar e mastigue bem os alimentos;
- Faça exercício físico – caminhadas, por exemplo.

Se assim proceder, o seu corpo agradecerá, certamente. 
Sentir-se-á mais leve, mais vivo, mais feliz.
IAESM,11/06/24

quarta-feira, 5 de junho de 2024

 VISITA DE ESTUDO

A IGREJA MATRIZ E O MUSEU DE ETNOGRAFIA E HISTÓRIA DA PÓVOA DO VARZIM

O dia 24 de maio nasceu alegre e cheio de luz e encheu de alegria os 55 associados do IAESM, que se tinham inscrito na visita de estudo à Igreja Matriz e ao Museu de Etnografia e História da bonita cidade da Póvoa do Varzim.
A partida está marcada no sítio do costume (junto ao templo do Senhor da Cruz) às 13:30h, para iniciarmos a visita guiada à Igreja Matriz ou de nossa Senhora da Conceição da Póvoa do Varzim às 14:30h. Logo que todos os/as inscritos/as tomam os seus lugares o autocarro segue viagem, sem pressa, para a cidade ribeirinha da Póvoa do Varzim, e deixa o grupo a alguma distância do objetivo. Mas uma pequena caminhada para desentorpecer as pernas após uma viagem de autocarro (embora curta) só faz bem. Em breve chegámos ao destino. 
A guia, simpática e sabedora, apresentou-se e começou por contar a história do monumento.


A igreja Matriz ou de Nossa Senhora da Conceição da Póvoa do Varzim foi construída tempo de D. João V com uma parte do imposto municipal e uma parte dos rendimentos dos poveiros, que eram uma promissora comunidade piscatória.
A primeira pedra foi lançada em 18 de fevereiro de 1743 e a obra foi orientada pelo arquiteto bracarense, Manuel Fernandes da Silva, que morreu em 1753, sendo depois um grupo de mestres-de-obras a tomar conta dela. Foi inaugurada a 6 de janeiro de 1757. 
É uma igreja de uma só nave reforçada por três arcos robustos, tem nove altares barrocos em talha dourada e bonitos retábulos com belas imagens. Sobre a porta tem o brasão régio.

A porta de bronze, decorada com altos e baixos-relevos representativos de temas religiosos e outros relacionados com o mar, foi inaugurada a 6 de janeiro de 2008, aquando da celebração dos 250 anos da inauguração da igreja.
Só por curiosidade registo algo interessante que não é muito usual ver-se: 
Terminada a visita à igreja, à saída, fomos travados por uma grande procissão de crianças (a que não faltava o andor) a entrar. Havia filas de bancos marcados para elas. Ia realizar-se qualquer cerimónia que lhes dizia especialmente respeito.
Finalmente no exterior, seguimos para o museu, ali pertinho, no Solar dos Carneiros desde 1974, mas fundado em 1937 por António dos Santos Graça, um poveiro de origem pesqueira.
Foto tirada da Internet
O grupo foi dividido em dois e, cada um com seu guia, começou a visita por sítios opostos. 
Um iniciou-a pela sala das camisolas poveiras, que têm, a meu ver, uma história de amor, esperança, paciência e partilha: 
No início do séc. XIX, enquanto os pescadores iam para o mar, meses e meses (especialmente se iam para a pesca do bacalhau), as mulheres tricotavam-nas. Eram bordadas por eles quando estavam em terra. Depois, mais tarde, passaram a ser bordadas pelas mulheres. 
Houve um tempo em que tiveram grande expansão e fizeram moda. Foram exportadas para vários países. Atualmente a sua venda está restrita aos sítios de artigos regionais.

Foto tirada da Internet

O Museu Etnográfico e de História da Póvoa do Varzim é amplo, composto de várias salas e tem um acervo vasto e variado, que vai desde faiança dos séculos XVI ao XIX, mobiliário, vestuário ligado ao mar, utensílios marítimos, coleções de arqueologia, arte sacra, siglas poveiras, trajes poveiros, crendices, etc. Vale a pena visitá-lo. Não nos deixa defraudados.


As pernas pedem descanso e o estômago alimento: clama pelo lanche. Há que procurar um sítio para satisfazer as pernas e o estômago. Encontrado este, cada qual procura satisfazer essas necessidades básicas. 
E assim termina esta bela estada cultural na bonita cidade ribeirinha da Póvoa do Varzim.
Tudo correu bem. O coração está cheio.  Resta regressar ao belo torrão minhoto, à bonita cidade do galo. Cada um regressa mais rico e mais feliz.
IAESM, 04/06/2024